Cuiabá, 26 de Setembro de 2018

BIOMA FRÁGIL

Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018, 10h:07 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Leitão garante suspensão da ampliação das áreas de preservação do Pantanal

Luana Valentim
Da Redação

(Foto: Divulgação)

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O deputado federal tucano e presidente da bancada ruralista no país Nilson Leitão – candidato ao Senado nestas eleições -, participou nesta última quarta-feira (8), em Brasília, de uma reunião com o ministro Edson Duarte, do Meio Ambiente, em Brasília, para tentar impedir a ampliação da área de preservação do Pantanal mato-grossense.

 

Sob a alegação que além de mais de 80% da área já ser preservada, os fazendeiros da região fazem parte historicamente do espaço. ‘No pantanal não existem plantações de soja, algodão, milho só gado de corte que faz parte secularmente da paisagem pantaneira’.

 

O parlamentar tucano ainda assegura que não existe área mais preservada no mundo, assim os pecuaristas não puderam entender a iniciativa do governo federal com uma chamada pública do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) que tenta fazer uma ampliação da reserva de mais de 600 mil hectares.

 

A ampliação prevista pelo ICMBio vai criar duas áreas de conservação e aumentar outras duas. Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indica que 103 produtores que possuem propriedades na região serão duramente afetados pela medida.

 

Nilson Leitão lembra que são pantaneiros que estão lá há muito tempo, desde seus tataravôs. “Essa demarcação é mais um viés para aqueles que pensam em buscar recursos internacionais para as ONGs, para fazer projetos ambientais que não irão trazer resultados. O governo brasileiro tem é que fazer saneamento no Pantanal, para poder preserva-lo”, ainda pontuou. 

 

“Isso gerou uma crise, uma instabilidade jurídica absurda. É nossa função alertar ao Governo Federal e ao Ministério para que parem com isso, que não passa de uma forma de agradar as organizações internacionais e ambientalóides que não estão preocupados nem com os brasileiros. No Pantanal não tem soja, não tem milho... Tem apenas gado, que é natural da região e faz parte daquela linda paisagem”, explicou.

 

“Nós vamos impedir isso com muita luta política. Já conseguimos que o ministro suspenda qualquer encaminhamento nesse sentido junto ao ICMBio até que uma nova conversa seja marcada, que deve ocorrer em novembro. Até lá tem muito tempo para nos organizarmos. O governo de Mato Grosso é contrário a essa ampliação, as bancadas federal e estadual também, assim como os prefeitos e vereadores ao entorno da área pantaneira. O estado inteiro não pode ser afrontado com esse tipo de ação de parte do Governo Federal, que neste caso é apenas o ICMBio”, concluiu.

 

Os pecuaristas de Mato Grosso, buscaram apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso e os Sindicatos de Cáceres e Poconé, para reivindicarem a suspensão das atividades propostas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) no que diz respeito a criação e ampliação das Unidades de Conservação do Pantanal mato-grossense que já ocupam 83% da área.

 

Em consultas públicas realizadas em Poconé e em Cáceres, a Acrimat protocolizou um oficio junto a Coordenação do ICMbio solicitado que seja suspenso o processo de criação e ampliação de Unidades de Conservação na porção norte do Pantanal.

 

Neste sentido, o Ministério Público Federal que esteve presente na Audiência Pública em Cáceres, na última terça-feira (07), recomendou ao ICMbio que seja suspenso o processo, citando como principais razões,a não apresentação de um Estudo Técnico que comprove as informações propostas pela Entidade ICMBio de forma clara e simples sobre a localização, a dimensão, os limites e as consequências para as populações e segmentos envolvidos.

 

Em sua manifestação, O MPF fixou um prazo de 10 dias para que o ICMbio preste informações colhidas por ocasião das Consultas Públicas e as recomendações da Acrimat solicitando a interrupção da tramitação dos procedimentos administrativos.

 

O bioma do Pantanal é considerado é considerado um dos mais ricos e igualmente mais frágeis do mundo. É ainda uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai.

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