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Leitão: apoiarei Bolsonaro em projetos que também sejam da "agenda tucana"

Luana Valentim
Da Redação

Foto: (Guilherme Mazui)

LEITÃO

 

O deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), esteve em Brasília nesta quarta-feira (5), conforme divulgado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, em um encontro com o presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para discutir sobre a reforma da previdência fatiada que pode começar a ser votada nos primeiros meses de 2019.

 

Leitão, assim como os demais tucanos, disse que entende a necessidade de apoiar Bolsonaro naquilo que estiver de acordo com o programa do partido.

 

“O governo Bolsonaro vai ter apoio para tudo aquilo que a agenda tucana entender pelas reformas, ela é que nos une para discutir a reforma previdenciária, tributária, o pacto federativo e a redução da máquina pública”, afirmou.

 

Segundo  Leitão, o PSDB não deseja cargos no governo em troca do apoio a Bolsonaro.

 

Questionado se o PSDB estará na base aliada do presidente, Leitão afirmou "acreditar" que sim. Na opinião do deputado, o que acontecerá na Câmara é a formação de blocos a favor de reformas. "Base aliada para Previdência, base aliada para tributação".

 

O tucano deixará a liderança do PSDB no ano que vem e o deputado Carlos Sampaio (SP) assumirá a função.

 

Bolsonaro voltou a dizer que pretende apresentar uma proposta fatiada da reforma da previdência, começando com a discussão da idade mínima para a aposentadoria. Ele defende o aumento de dois anos para homens e mulheres, mas não explicou a partir de que idade partiria esse aumento.

 

A proposta do atual presidente, Michel Temer (MDB), que está parada no Congresso Nacional, é de 62 anos para as mulheres e de 65 para homens.

 

“Não adianta apresentarmos uma boa proposta, um bom projeto e ele acabar ficando na Câmara ou no Senado, será o pior dos quadros possíveis. Então o grande problema nosso, acredito que é também o que mais interessa no primeiro momento, é a idade mínima. Vamos começar com essa ideia, mas pode mudar até lá, pois isso não quer dizer que houve recurso, é sinal que houve mais negociação. Mas a ideia é começarmos pela idade e depois apresentarmos outras propostas”, destacou Bolsonaro.

 

Outros pontos da reforma, como por exemplo, o tempo de contribuição e as mudanças para igualar o sistema de aposentadoria dos servidores públicos aos do setor privado, seriam encaminhados em projetos separados.

 

Conforme Bolsonaro, desse jeito o Congresso pode começar a votar logo no primeiro semestre. “O mais rápido possível, no primeiro mês é impossível, mas nos primeiros seis meses com toda a certeza, o congresso começara a votar essas propostas”.

 

De acordo com o cientista político, Creomar de Souza, o fatiamento da reforma da previdência tem efeito no primeiro momento, mas não resolve o problema.

 

“Do ponto de vista positivo, uma reforma fatiada envolve menos resistência dentro do Congresso, porque provavelmente se esse for o caminho a ser tomado pelo presidente Bolsonaro, o governo vai escolher levar um projeto que não toque em pontos polêmicos. De outro lado como desvantagem, é o fato que ele não resolve todos os problemas, a própria expressão em alguns sentidos, já dá a ideia de que ele ataca algumas questões, mas não resolve a figura como um todo”, explicou.

 

O Ministério da Fazenda reforça que a reforma da previdência é fundamental para o reequilíbrio das contas públicas e também para reduzir a desigualdade social no Brasil. Um relatório divulgado pela assessoria do órgão, aponta que 41% dos benefícios pagos pela previdência favorece 20% das pessoas mais ricas da sociedade. Enquanto apenas 3% dos recursos ficam com os mais pobres.

 

De olho na pauta que irá precisar aprovar no Congresso, Bolsonaro continuou a conversa com os partidos. O PR já confirmou que irá integrar a base do governo, mas não garantiu votos. Assim como os tucanos que também declararam que sabem da necessidade de apoiar o governo no que estiver de acordo com o programa do partido.

 

 

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