Cuiabá, 14 de Novembro de 2018

"UM DIA DA CAÇA,OUTRO DO CAÇADOR"

Quinta-feira, 12 de Julho de 2018, 16h:36 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Leilões ligados a Mauro causaram a aposentadoria de 2 juízes, diz Taques

Luana Valentim e Marisa Batalha

(Foto: Arquivo Gcom-MT)

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Na Justiça Federal de Cuiabá, nesta última quarta-feira (11), o pré-candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito de Cuiabá democrata, Mauro Mendes, mostrou uma certa irritação com jornalista, ao comparecer à instituição para prestar esclarecimentos em ação de improbidade administrativa, que responde por suposta fraude no leilão judicial da Minérios Salomão, atualmente Mineração Casa de Pedra, que tem Mendes como um dos sócios.

 

O leilão foi realizado em 2011, pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso. E anulado - no último dia 25 de junho -, pela  juíza Eleonora Alves Lacerda, da 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Cuiabá. Além de Mauro, o grupo empresarial é formado por Valdinei Mauro de Souza e a filha dele, Jéssica Cristina de Souza.

 

Atendendo a uma ação da empresa IDEPP Desenvolvimento de Projetos Ltda, uma das interessadas no leilão, que alegou irregularidades no processo de compra da mineradora em 2011, inclusive arguindo de suspeição o juiz trabalhista Luiz Aparecido Ferreira Torres.

 

Por conta de suposto envolvimento do magistrado, Torres foi aposentado compulsoriamente, sob a tese de que teria praticado fraude processual para, com o auxílio do contador José Oliveira, supostamente favorecer o grupo empresarial de Mendes no leilão da mineradora. 

 

Também a juiza Carla Reita - também supostamente ligada a Mauro Mendes em outro processo -, teria sido aposentada compulsoriamente em 2015, após supostamente simular um empréstimo bancário com o ex-prefeito, para adquirir um apartamento que foi leiloado pelo TRT para cobrir indenizações trabalhistas.

 

No caso da mineradora - dona de várias jazidas de ouro em Mato Grosso -, ela teria sido avaliada em R$ 723 milhões, segundo o Ministério Público Federal. No entanto, foi vendida a Jéssica Cristina de Souza por R$ 2,8 milhões. 

 

Mendes chegou nesta última quarta-feira(11), a emitir nota à imprensa, revelando que a anulação inclusive o teria beneficiado, ao contrário do que algumas pessoas estariam supondo.[veja a nota na íntegra pa final da matéria]. Além, claro, de negar a fraude, Mendes ainda aposta que o processo será arquivado.

 

“Fui acusado na Operação Ararath, lá em 2014. Passaram três anos e o inquérito foi arquivado com parecer da Polícia Federal, do Ministério Público Eleitoral e do juiz a meu favor. Não tenho dúvida nenhuma que esse processo também será arquivado, porque a verdade está ao nosso lado, sempre esteve e ficará provado aqui”, disse Mauro.

 

Já o governador tucano Pedro Taques - que vem sendo duramente atacado por seus adversários, dentre eles Mendes -, obviamente, não perdeu a oportunidade de ironizar seu opositor. Ao lembrar que as acusações que pesam contra o pré-candidato democrata, sobre supostas fraudes em leilões judiciais na Justiça do Trabalho de Mato Grosso causaram à aposentadoria compulsória de dois juízes do trabalho, Luiz Aparecido Ferreira Torres e Carla Reita Faria Leal.

 

Assim, mostrando o caráter do seu adversário político, ainda disse nesta quinta-feira (12), em conversa com jornalistas após evento com servidores da Educação, na Capital.

 

“O ex-prefeito de Cuiabá já conseguiu que dois juízes do Trabalho se aposentassem por fraude à Justiça. Isso mostra a forma de agir das pessoas”.

 

Luiz Torres foi aposentado compulsoriamente  em 2014 por ter praticado fraude processual para, com o auxílio do contador José Oliveira, supostamente favorecer o grupo empresarial de Mendes no leilão da Mineração Salomão, atualmente Mineração Casa de Pedra.

 

Já Carla Reita foi aposentada compulsoriamente em 2015, por simular um empréstimo bancário com o ex-prefeito para adquirir um apartamento que foi leiloado pelo TRT para cobrir indenizações trabalhistas.

 

Leia nota de Mendes na íntegra: 

 

Em relação à sentença proferida pela juíza Eleonora Alves Lacerda, da Justiça do Trabalho, a defesa de Mauro Mendes esclarece que:

 

1) A decisão não gera nenhum prejuízo a Mauro Mendes e aos atuais sócios da Mineração Casa de Pedra Ltda, uma vez que a sentença apenas anulou o leilão e manteve a mineradora com a empresa Minérios Salomão, impedindo nova adjudicação.

 

2) A empresa Minérios Salomão foi parcialmente adquirida por Valdiney Souza em 2011 (75%) e comprada em definitivo pelos dois em 09/2012. Logo, o efeito prático da anulação do leilão é o retorno da mineradora à posse da Minérios Salomão e, consequentemente, o bem continua sendo de propriedade da empresa de Mauro Mendes e Valdiney Souza.

 

3) Mesmo assim, por considerar que a decisão não enfrentou corretamente as graves nulidades processuais cometidas pela autora IDEPP, que sequer possui sede física no endereço informado (empresa inexistente), a defesa noticia que já opôs recurso de Embargos de Declaração, irá recorrer da sentença ao Tribunal Regional do Trabalho e, se necessário, recorrerá também ao Tribunal Superior do Trabalho.

 

4) A defesa reitera que não houve a ocorrência de qualquer ato ilegal ou imoral no decorrer do processo e que os fatos não possuem qualquer relação com o exercício de Mauro Mendes como prefeito de Cuiabá, que sequer foi parte do processo."

 

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