Cuiabá, 23 de Março de 2019

POLÍTICA
Domingo, 08 de Abril de 2018, 18h:52

EM ENTREVISTA

Kardec brinca sobre sorte ao sair do PT, ser rejeitado pelo PSB e se encontrar no PDT

Marisa Batalha

(Foto: AL-MT)

deputado alan kardec.jpg

 

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, na TV Vila Real, neste final de semana, o deputado estadual, Alan Kardec (PDT) - mesmo em tom de brincadeira -, acabou confessando sua sorte de não ter se filiado ao PSB, após ser confrontado pelo presidente da legenda, o deputado federal Valtenir Pereira, que o rejeitou em seus quadros.   

 

De tal forma, rude, que para sentenciar esta posição, largou no dia 20 de março, nota para imprensa, assinada pelo secretário-geral do partido, Milton Simplicio,  informando que a postura em não querer Kardec como um de seus filiados, já havia sido, inclusive, comunicada a ele.

 

Duas semanas mais tarde, 4 de abril, após deixar o PT e ser rejeitado pelo PSB, o parlamentar enfim se filia ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), sob a justificativa que 'ideologicamente' estaria mais ligado ao partido.

 

E quase no mesmo dia, informações de bastidores davam conta que o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, estava pronto para destituir o diretório regional em Mato Grosso. Expulsar Valtenir que já estaria, inclusive, de malas prontas para retornar ao MDB, e o deputado Max Russi assumiria a direção. 

 

O ex-chefe da Casa Civil, Max Russi,  chegou a confirmar esta 'dança das cadeiras', à imprensa. Com a mudança, claro, o PSB volta em definitivo a base de sustentação do governo e ao projeto de reeleição de Pedro Taques. E, mesmo que nunca vá assumir isto, a expulsão de Valtenir, claro, seria uma doce vingança para Kardec.

 

Sobre o imbróglio e longe de desejar que - o circo se feche e pegue fogo com Valtenir dentro -, o parlamentar sempre que pode diz que ele teve uma sorte enorme de não ter sido aceito pelo PSB, após deixar a sigla petista e, ao final, se juntar aos pedetistas.

 

CPI DOS FUNDOS

 

Ainda na entrevista, Kardec que faz parte da CPI dos Fundos, na Assembleia - motivo de sua desfiliação do PT, após exigência da sigla que saísse da Comissão -, foi incisivo, ao revelar que o governo teria usado em 2017, R$ 330 milhões de forma indevida do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica.

 

Já conhecida como a CPI das Pedalas Fiscais, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada para investigar suposta apropriação indébita, pelo governo do Estado, do Fundeb e do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). Já que é proibida a utilização de recursos para fins diferentes daqueles previstos nas leis. Assim, conhecida pelo princípio da automaticidade, ou seja, 'arrecadou-repassa'. O que, segundo Kardec, não foi feito pelo governo.

 

A CPI aberta em janeiro deste ano contou com mais de 15 assinaturas dos deputados da Casa, muitos da base de apoio de Taques no Lesgisativo.

 

Na entrevista, o parlamentar pedetista ainda assegurou que o ex-secretário de Fazenda, Gustavo de Oliveira, teria sido  o responsável por autorizar o “desvio” dos recursos. 'Ele foi convocado há 30 dias e na véspera da Semana Santa, pede a prorrogação do prazo, claramente para preparar a defesa. Gustavo está sendo convocado a depor na condição de testemunha, ainda não é investigado e deve depor na Assembleia no dia 24 de abril'.

 

A polêmica sobre o desvio de finalidade do Fundeb surgiu no final de 2017, quando o Governo do Estado recebeu cerca de R$ 500 milhões do Fundo de Apoio a Exportação (FEX), do governo federal. Considerado essencial para quitar despesas da administração estadual, como emendas parlamentares e repasses aos poderes, boa parte do FEX foi destinado para regularizar repasses do Fundeb, pois poderia gerar na suspensão de repasses de verbas federais ao Estado.

 


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