Cuiabá, 20 de Novembro de 2018

TAXAÇÃO DO AGRONEGÓCIO

Sábado, 03 de Novembro de 2018, 12h:11 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Júlio diz que o Estado tem que cobrar impostos dos "gaúchos" que exploram as terras de MT

Da redação

(Foto: Reprodução)

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À exemplo do senador democrata eleito,  Jayme Campos e o deputado federal  reeleito, Calos Bezerra (MDB), também o ex-governador Júlio  Campos, novo presidente do DEM, é  a favor da taxação do agronegócio como uma das soluções para o deficit orçamentário do Estado, em 2019. 

 

Segundo Júlio, o Estado tem que cobrar dos “gaúchos” que exploram as terras de Mato Grosso e estão bilionários, sem pagar o imposto dos produtos vendidos no mercado interno.

 

“Tem que cobrar do agronegócio, esses gaúchos que vieram para Mato Grosso não pagam um real de imposto para o Estado, estão podres de ricos, você paga mais imposto que Blairo Maggi e Eraí Maggi, eles estão bilionários, e o povo pobre não tem saúde, educação e não tem segurança, até quando vamos continuar? O que acontece, o produto que sai do agronegócio, 70% é importado, isto é isento por Lei Federal - pela Lei Kandir, mas os 30% que eles vendem aqui, não deve ser isento, tem que pagar. Então, essa é a tese que Jayme Campos defende”, argumentou.

 

O ex-governador também afirmou que 25 ou 30 empresários do setor mentem que exportam toda a produção, mas na verdade investem no mercado interno, “Esses 25 ou 30 produtores que não pagam o imposto mentem que exportam tudo que produz, mas na verdade industrializa em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Amazonas e vendem no mercado interno.”

 

O democrata ainda alertou sobre a necessidade do governador eleito, Mauro Mendes (DEM) enfrentar estes empresários, e assumir o desafio de cobrar os impostos: “Ou o Mauro Mendes seja homem de assumir o Governo com postura de executar os devedores, ou então, o Estado está acabado, ele vai ser pior do que o Pedro Taques, a situação do Estado é grave, o déficit de Mato Grosso é de R$ 4 bilhões.”

 

Júlio Campos, destacou que a classe é privilegiada pela Lei que o isenta de pagar ICMS e outros impostos. “Não pagam ICMS, não pagam PIS, não pagam Pasep, não pagam imposto de renda, são os privilegiados.”

 

Ainda segundo Júlio, os valores pagos ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) ainda não são os ideais: “Tem que recolher no mínimo de 12 a 17% do que eles produzem para Mato Grosso, sabe quanto Mato Grosso vai arrecadar se cobrar esse custo R$ 6 bilhões à mais, com esse valor não tem problema de saúde, de segurança e Mato Grosso vai ser um Estado feliz e vai voltar a ter estradas boas. Não tem dinheiro hoje para investir, se continuar desse jeito, 1% só que sobra, só ficarão fazendo benefícios para os agros.”

 

Já sobre a “queda de braço” entre Mauro Mendes e Pedro Taques (PSDB), que discordam quanto a permanência ou não do Fethab 2, Júlio Campos, sugeriu: “Se o Pedro Taques se acovardar e não mandar a mensagem reformulando o Fethab 2, Mauro Mendes assim que assumir, convoca extraordinária e vota, os deputados estão dispostos a votar. O Pedro não vai fazer picuinha de não aceitar isso, o Taques pode ter todo defeito, mas acho que ele não é ladrão, nem incompetente.”(Com VG Notícias)

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