Cuiabá, 23 de Maio de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 14 de Março de 2019, 14h:24

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Janaína Riva cobra celeridade do judiciário mato-grossense

Euziany Teodoro
Única News

(Foto: AL-MT)

A deputada estadual Janaína Riva (MDB), uma das pessoas vítimas do esquemas de escutas telefônicas ilegais que ficou conhecido como a "Grampolândia Pantaneira", cobrou celeridade do judiciário mato-grossense.

Em 2017, o governador Pedro Taques encaminhou investigação sobre seu próprio envolvimento ao Superior Tribunal de Justiça, único com respaldo para julgar governadores. No entanto, com a perda do cargo nas eleições de 2018, o processo voltou para a esfera estadual.

"Fiquei sabendo que voltou para Mato Grosso e agora espero celeridade maior, uma vez que o Tribunal de Justiça volta a ter essa prerrogativa", disse a deputada em entrevista ao Bom Dia MT esta semana.

Segundo ela, os prejuízos daqueles que foram grampeados ilegalmente foram grandes. "Pouca gente entendeu o quanto foi importante essa questão e o quanto influenciou no processo político".

Janaína afirma que sentiu invadida sua privacidade. "Foi uma invasão de privacidade e não sei dimensionar como pode ter afetado a vida pessoal de muita gente por aí".
Segundo a deputada, pessoas do próprio judiciário foram grampeadas e, mesmo

assim, pouco foi feito. "Na minha opinião, houve uma inércia muito grande do judiciário. Parece que tentaram até gravar um desembargador e não foi tomada nenhuma providência", disse.

O esquema

O esquema de arapongagem foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que comandou a Secretaria de Segurança Pública em 2015. Zaque realizou a denúncia à Procuradoria-Geral da República, afirmando que havia alertado o governador Pedro Taques sobre a existência de um “escritório clandestino de espionagem” por meio de dois ofícios.

O caso veio à tona em 2017, por interceptação de políticos, jornalistas e advogados, entre 2014 e 2017.

As investigações apontaram que os membros da Polícia Militar aproveitaram uma investigação relacionada ao tráfico de drogas na região de Cáceres (a 250 km de Cuiabá), para inserir números telefônicos de políticos adversários ao governo, médicos, advogados, parlamentares, jornalistas, servidores públicos e até desembargador aposentado de Mato Grosso, em um pedido de quebra de sigilo.

O requerimento para as interceptações teria sido encaminhado ao MPE, que por sua vez formalizou a solicitação à Justiça estadual. A autorização teria partido do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, que não teria tido conhecimento de que nem todos os números relacionados pela PM estavam relacionados com o crime tratado no processo.


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