Cuiabá, 20 de Novembro de 2018

"DISTORCERAM MINHAS FALAS"

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018, 18h:26 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Janaina diz que alguns sites a massacraram a mando de Taques

Luana Valentim
Da Redação

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A deputada estadual, Janaina Riva (MDB) declarou em Live do Site Única News nesta quarta-feira (24), que o governo Pedro Taques (PSDB) chegou a pagar alguns sites da capital para desautorizar as versões do empresário Alan Malouf que revela o suposto envolvimento do tucano em esquemas de caixas 2 e 3. 

 

Sendo a emedebista a principal opositora do governo, ela relatou que a mando do gestor estadual, alguns sites a massacraram e a execraram distorcendo muitas vezes o que ela falava, principalmente, ao que diz respeito de Taques.

 

Na última sexta-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Melo quebrou o sigilo da delação premiada do empresário Alan Malouf que contem revelações comprometedoras do suposto envolvimento de Taques, empresários, marido de juíza, promotores e boa parte do staff do governador, em um esquema 'monstruoso' de desvio de dinheiro por meio de licitações até caixa 2 ocorrido na campanha vitoriosa do tucano, em 2014.

 

Ainda consta a informação de que até nomes de vários sites da capital, supostamente entraram em ação a pedido do governador como forma de desconstruir as confissões do empresário cuiabano à juíza na época, Selma Arruda que comandava a 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

Na delação, Malouf assegura que Taques supostamente teria pago “por fora” alguns sites de notícias da capital para "desautorizar as versões dele [Alan]", 'no sentido de que este estaria a falar indevidamente em nome do governador'. E para dar veracidade às suas informações, o empresário anexou uma planilha que detalha os nomes de cinco sites e os valores pagos para cada um deles que seriam 10 parcelas de R$ 40 mil.

 

A emedebista revelou que com exceção de poucos sites, as matérias veiculadas na mídia a seu respeito eram ‘tendenciosas’ e sem espaço para que ela pudesse contrapor as informações.

 

“Você percebe quando as matérias são tendenciosas. Tem jornalistas que são isentos, colocam os dois lados e dão espaço. Quantas vezes eu fui vítima de uma matéria que não me davam nem espaço para me defender e eu falava: Meu Deus, não foi isso que eu falei. Isso acontece comigo até hoje”, destacou.

 

Ela relatou que nesta terça-feira (23), em conversa com jornalistas, fez uma avaliação a respeito do VLT, onde pontuou que se for para ficar causando prejuízo, como de fato está acontecendo, pois de 2015 até agora já foram mais de R$ 500 milhões de prejuízo com uma obra parada, ou que se venda o que tem fechando de vez essa cicatriz que corta Cuiabá e Várzea Grande reconhecendo assim que não tem condições de concluí-la, sendo que já até morreram pessoas no local, ou que de fato façam uma parceria Público-Privado para terminar a obra. 

 

Porém, saiu uma matéria distorcendo a sua fala, dando a entender que ela queria esconder tudo o que aconteceu a respeito do VLT como se estivesse protegendo o seu pai, ex-deputado José Riva.

 

“As pessoas têm que entender que deputado não faz Justiça, mas sim o Tribunal de Justiça, as instâncias superiores e o Ministério Público. Já pensaram a bagunça que seria se um deputado quando quisesse parasse uma investigação ou criasse uma? Então isso é um absurdo as pessoas quererem dar a entender que de alguma forma alguém tenta proteger. Eu não consigo nem me proteger”, disparou.

 

Ela frisou que é preciso analisar que é uma deputada relatando as alternativas que considera viável para o VLT, pois todos que chegam na região metropolitana ficam sem entender o significado dessa ‘cicatriz’ que atravessa às duas cidades. 

 

Janaina ressaltou que com os R$ 500 milhões de prejuízos causados pelo VLT, poderiam ter sido feitos o dobro dos hospitais regionais do que se tem hoje, reformaria os que já existem e ainda conseguiria abrir mais leitos de UTI. ‘Por isso que eu falo, tem que achar uma solução rápida para isso aí, porque se não, daqui a mais um ano é mais cento e poucos milhões e daqui a pouco o custo parado é maior que o de investimento’.

 

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