Cuiabá, 09 de Dezembro de 2018

AGRONEGÓCIO

Terça-feira, 04 de Dezembro de 2018, 15h:48 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Geller volta a se posicionar contra taxação e diz que interior de MT será prejudicado

Luana Valentim
Da Redação

(Foto: Reprodução)

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O ex-ministro da Agricultura e deputado federal eleito, Neri Geller (PP), em entrevista à Rádio Capital FM, nesta terça-feira (04), se posicionou contra a taxação do agronegócio explicando que caso o novo governo de Mauro Mendes (DEM), exija que 50% fique no mercado interno, as regiões do interior do Estado que ficam fora do eixo da BR-163, não terão a capacidade de exportar o milho e por consequência não irão produzir.

 

Para ele, a não exportação ainda irá gerar desempregos e falta de rendas, pois essas regiões são inviáveis do ponto de vista do mercado internacional, porque não se consegue competir com os Estados Unidos ou mesmo com o Paraná que ficam próximos aos portos.

 

“Nós precisamos de alguns programas, inclusive, para regulamentar. Foi na época do Dante de Oliveira [in memoriam] a granja com qualidade. É preciso trazer a suinocultura para Mato Grosso e fazer a agregação de valor. Não é apenas em Lucas do Rio Verde, pois Mato Grosso está passando por uma transformação agroindustrial”, pontuou.

 

Geller frisou que as indústrias existentes no Estado contribuem para a economia mato-grossense como em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), que tem a empresa Inhambi – fábrica de frangos –, além da tecelagem do algodão que está vindo para Campo Verde, as indústrias que estão sendo trazidas para Nova Marilândia, na baixada cuiabana, sendo esta uma região exaurida na economia que vivia do garimpo e hoje está gerando emprego e renda.

 

“Olha Rondonópolis quantas fabricas de óleo, quantas industrias de farelo que tem, assim como em Nova Mutum, em Primavera do Leste e em todos os municípios. Essa questão de dizer que nós não temos consumo interno, não é verdade, pois temos aqui o programa de agroindustrialização”, afirmou.

 

O parlamentar exemplificou que um agricultor de Sorriso abriu um pequeno frigorifico junto com a sua família e hoje está gerando cerca de 2,3 mil empregos, além de exportar para mais de oito países.

 

Ele destacou que a indústria do etanol está crescendo no Estado, gerando milhares de empregos, principalmente, pelo uso do milho nessa produção. Porém, é necessário que haja estrutura nos portos como em Miritituba (PA) que não suporta a exportação de cargas de Lucas do Rio Verde e Sorriso, necessitando de logística.

 

 

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