Cuiabá, 16 de Outubro de 2019

POLÍTICA
Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019, 08h:44

NÃO CONTRIBUIU

Funaro depõe na CPI da Renúncia Fiscal, mas não traz informações relevantes

Euziany Teodoro
Única News

ALMT

O depoimento do doleiro Lúcio Funaro à Comissão Parlamentar de Inquérito da Sonegação e Renúncia Fiscal, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, não contribuiu em nada para as investigações sobre fraudes e sonegações de impostos no Estado.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Wilson Santos (PSDB), Funaro “foi muito genérico, não trouxe nenhum documento, nenhuma prova contra ninguém”.

O depoimento foi secreto, após decisão da maioria dos deputados que compõem a CPI, que atenderam recomendação da Procuradoria da Assembleia. “Gostaríamos que fosse transparente, com a presença da imprensa, mas a maioria dos deputados decidiu de que seria em sessão secreta e aconteceu”, disse Santos.

Alvo da Operação Lava Jato, em nível nacional, Funaro declarou em depoimento no dia 28 de agosto à CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na Câmara dos Deputados, que o empresário Joesley Batista, do grupo empresarial J&F, omitiu declarações em sua colaboração premiada firmada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à fraude de pagamentos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias em Serviços (ICMS).

A fraude estaria vinculada ao pagamento de propina a agentes políticos para favorecimento indevido a um empresário várzea-grandense, que seria responsável pelas articulações que viriam a favorecer o grupo J&F. por causa dessas informações, envolvendo empresários mato-grossenses, foi chamado a depor em Cuiabá.

“Ele acusou de maneira veemente a JBS (empresa de Joesley Batista). Disse que trabalhou para a JBS durante cinco anos, que tem um crédito de R$ 120 milhões pra receber. Falou sobre a relação do Joesley com vários ministros, falou sobre a compra de frigoríficos em Mato Grosso, sobre fechamento (dos frigoríficos), enfim. O importante é que a CPI colheu o depoimento e vai seguir em frente”, explicou Wilson Santos.

Na próxima semana, será ouvido o presidente da empresa Amaggi.


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