Cuiabá, 21 de Novembro de 2018

APÓS LIBERDADE

Quarta-feira, 11 de Julho de 2018, 08h:17 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Ex-diretor do Centro de Custódia é nomeado como assessor de Fabris na AL

Da Redação

(Foto: Reprodução)

Gilmar Fabris

  

O ex-diretor do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), Jean Carlos Gonçalves, foi nomeado pelo deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), para o cargo de assessor parlamentar em seu gabinete na Assembleia Legislativa.

 

Gonçalves foi administrador da unidade prisional na época em que o parlamentar ficou preso por 40 dias – desde 15 de setembro de 2017 -, acusado de obstrução à Justiça, durante a operação Malebolge, que foi deflagrada pela Polícia Federal por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após a delação do ex-governador Silval Barbosa, atualmente sem partido. Também aparece em um vídeo reclamando do valor de uma suposta propina.

 

Durante uma sessão na AL, foi aprovada a soltura do deputado por meio de votação, onde 19 dos 24 parlamentares foram a favor da liberdade de Fabris. O documento usado como alvará de soltura foi assinado pela mesa diretora da Casa de Leis e o deputado ficou preso até o dia 25 de outubro de 2017.

 

Gonçalves que ocupa cargo de diretor sem aprovação em concurso público, foi exonerado do cargo a seu pedido, após três meses e 13 dias da liberdade de Fabris. A informação consta no Diário Oficial do Estado (DOE) e foi publicada no dia 19 de abril de 2018. E segundo o Portal de Transparência da AL, Gonçalves foi nomeado como assessor parlamentar do gabinete de Gilmar Fabris em junho deste ano.

 

Lembrando que ainda não empossaram dos cargos de agente prisional, os aprovados em concurso público, realizado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). O certame foi realizado em fevereiro de 2017 e a constante reclamação da categoria é justamente, a falta de agentes para atuar no sistema prisional do Estado.

 

A assessoria de imprensa do deputado, confirmou a nomeação do servidor alegando que não há ilegalidade no ato.

 

Entenda o caso

 

O deputado social democrata, Gilmar Fabris, foi preso a pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, atendendo a um pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que informou que no dia 14 de setembro, quando foi desencadeada a operação Malebolge, pela Polícia Federal, pautada nas delações de Silval, Fabris teria saído de seu apartamento, com a mulher, “ainda em roupas de dormir e com uma valise preta”, minutos antes da chegada dos policiais federais. A atitude do parlamentar caracterizou crime de obstrução à Justiça.

 

 

Foto: (Reprodução)

aTO fABRIS

 

 

Foto: (Reprodução)

Nomeação Fabris

 

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