Cuiabá, 23 de Setembro de 2018

RECEBIMENTO DE PROPINA

Quarta-feira, 04 de Julho de 2018, 14h:24 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Ex-conselheiro rebate declaração e diz que Silval colocou todos no mesmo "balaio"

Luana Valentim

(Foto: Assessoria)

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O conselheiro afastado Antônio Joaquim, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quarta-feira (04), rebateu o depoimento de Silval. em que ele é citado dentro de esquema no Tribunal de Contas do Estado, que resultou em um prejuízo de R$ 53 milhões aos cofres públicos.

 

O conselheiro disse que não irá se comparar a um gangster confesso que “não governou, apenas roubou” e acusou pessoas inocentes, colocando todos no mesmo “balaio”.

 

O ex-governador atualmente sem partido, Silval Barbosa, esteve na tarde dessa terça-feira (3), na Controladoria Geral do Estado para depor sobre desvio de R$ 53 milhões no TCE-MT, que supostamente teria sido distribuído entre cinco conselheiros, todos afastados na operação Malebolge, em setembro do ano passado. No depoimento, Silval recomendou aos conselheiros afastados, que confessassem os crimes à Justiça, pois para ele, é a melhor opção ao invés de lhe atacar.

 

Os conselheiros Valter Albano, Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Waldir Júlio Teis e Sérgio Ricardo de Almeida, foram afastados por decisão do ministro Luiz Fux, após serem citados na delação de Silval, como beneficiados em um esquema de corrupção durante sua gestão.

 

Em contrapartida, Antônio Joaquim disse que está sofrendo uma “monstruosa injustiça” e que Silval está apelando com essa delação. “Quer dizer a palavra de um ladrão confesso, mesmo sem provas, tem valor? ”, questionou

 

O conselheiro ainda declarou que se acaso o ex-governador tiver as tais provas contra ele, que as apresente ao invés de ficar com “conversa fiada”, mas garante que está confiante, pois em 30 anos de história nunca houve uma ação sobre corrupção contra ele.

 

Lembrou também que o inquérito sobre a compra de sua fazenda, em Nossa Senhora do Livramento (42 km de Cuiabá), por R$ 10 milhões, foi encerrado pelo delegado da Polícia Federal que, à época, ouviu o dono da Trimec, Wanderley Fachetti Torres – foi usado como “laranja” na compra da fazenda pelo ex-governador –, onde em seu depoimento oficial no inquérito, desmente e desqualifica a declaração de Silval Barbosa que era o “sócio oculto” dele.

 

“Ele disse com clareza para o delegado que em 2012, cinco anos antes da delação do Silval, a Trimec era uma empresa respeitada, sem denúncias nem nada e hoje ele assume que comprou uma fazenda de minha propriedade e diz que fez uso de propina para pagar a fazenda. E também que o Silval Barbosa era seu sócio, não só na compra da fazenda, como em vários outros negócios” afirmou.

 

De acordo com o conselheiro, Wanderley disse ter comprado a parte de Silval, estimada em 70% do valor total em 2016, ou seja, em 2017 Silval já não era mais sócio dele. Antônio alega que essas informações estão relatadas no depoimento do Wanderley, onde fala que em 2012 assinou o contrato de compra e venda da fazenda, dizendo que Silval seria seu sócio oculto. 

 

Já em outro depoimento, segundo Antônio, o empresário diz que no dia do pagamento que foi efetuado em três parcelas anuais, não falou que foi utilizado dinheiro de propina, que era 10% de um contrato em que a Trimec consistia em uma espécie de terceirização de patrulhas no Estado em 2011.

 

“Agora qual a minha governabilidade? Qual é a minha responsabilidade, quando uma empresa, que na época, era super reconhecida e respeitada assina um contrato de compra e venda de uma fazenda? No caso, ao ser depositado os valores na conta, o meu papel então seria acionar a receita federal para investigar a origem desses recursos, sendo que não havia ação ou denúncia contra a empresa? ”, questionou. 

 

Antônio também falou, que em nenhum momento Silval diz ter conversado com ele e que nunca estiveram juntos, então quando ele [Silval] insinua ter provas, que sejam elas apresentadas. Pois devido a delação do ex-governador, o conselheiro foi cassado como presidente do Tribunal de Contas do Estado, afastado do Tribunal e teve a aposentadoria impedida, que culminou na perda de seus direitos políticos devido a sua pretensão declarada em se filiar a um partido político para disputar o governo.

 

Mas agradece ao Congresso do Supremo Tribunal Federal, que decidiu há duas semanas fazer prevalecer a lei, que determina que a delação não é suficiente sem provas contundentes.

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