Cuiabá, 15 de Novembro de 2019

POLÍTICA
Domingo, 23 de Junho de 2019, 11h:49

CONSCIENTIZAÇÃO

Deputado leva atividades de prevenção ao bullying a crianças de Quatro Marcos

Única News
(Com Assessoria)

ALMT

Cerca de 350 alunos da Escola Estadual Marechal Rondon, em São José dos Quatro Marcos, participaram nesta semana de uma programação de alerta e combate ao bullying. Este é um problema que, segundo o Ministério da Educação, afeta um a cada 10 estudantes da rede de ensino brasileira.

Para o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que tem mais de 40 anos de experiência como médico da família e de crianças, este tipo de atividade ajuda a despertar na comunidade escolar um olhar mais atento ao problema, que pode gerar casos de depressão e mesmo suicídio. Além disso, é uma forma de despertar cidadania.

"Assim como os adultos, crianças e adolescentes estão sujeitos aos impactos das doenças mentais. E as consequências mais graves podem ser vistas no crescimento dos casos de suicídios desta faixa etária ao longo dos últimos anos, no Brasil. A prevenção é sempre o melhor caminho e deve começar na escola”, afirma o deputado e médico.

O professor Renalto Junior, um dos idealizadores do projeto, apresentou as palestras ‘provocações sem limites’ e ‘consequências da prática do bullying’. A atividade foi realizada na quarta-feira (19), com o intuito de mostrar aos adolescentes que piadas, boatos maldosos e exclusão proposital de colegas a festas e reuniões provocam alta carga de sofrimento.

“Nós fizemos uma programação técnica e também lúdicas, a partir do grupo Criativizando, que apresentou teatro e música. Nosso intuito é deixar muito claro que as essas atitudes não são saudáveis e devem ser evitadas, porque trazem muitas consequências ruins para eles próprios e para a escola. Ao invés de uma postura negativa, vamos acolher o colega? Entender suas diferenças?”.

Não, não é apenas uma piada. Este foi o alerta levado pelo advogado Jean Dias aos estudantes da rede pública de Quatro Marcos. A proposta era mostrar que, do ponto de vista jurídico, a troca de informações e a exposição de alguém tem consequência que podem ser graves para quem cometeu este ato e à família. “É importante que eles estejam cientes que podem ser punidos e que não é brincadeira, porque traz muitos danos físicos, psicológicos e materiais à vítima”.

A diretora da unidade escolar, Silvana Guedes Peres Marim, ficou muito satisfeita com o impacto desse trabalho, feito por pessoas de fora à escola. “A gente percebeu, primeiramente, que eles pararam para ouvir as informações, questionaram, tiraram dúvidas, nem sempre nós conseguimos isso no cotidiano da escola”, enfatizou Silvana.

Números de ‘alerta’

O Brasil registrou um aumento de 10% nos casos de suicídio entre crianças e adolescentes entre os anos de 2003 e 2013, principalmente dos nove aos 19 anos. Ao longo das décadas de 1980 a 2012, o acumulado é ainda mais expressivo, chegando a 62,5% de suicídios nesta mesma faixa etária. Esses integram estudos Mapa da Violência, publicados em 2014 e 2015, com ajuda do Ministério da Saúde.

Além de alarmantes, os números indicam uma mudança na cultura do silenciamento sobre as doenças mentais e o suicídio: no registro das causas da morte pelos profissionais da saúde e na presença do tema nas conversas de família. Falar sobre depressão e suicídio, de forma adequada, contribui para que crianças e adolescentes.


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