Cuiabá, 16 de Outubro de 2018

ESCUTAS CLANDESTINAS

Segunda-feira, 06 de Agosto de 2018, 15h:11 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Depoimento de Gerson ligando Taques a grampos é remetido ao STJ

Da Redação

(Foto: TJ-MT)

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O juiz da 11ª Vara Militar de Cuiabá, Murilo Moura Mesquita, encaminhou os depoimentos do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior ao ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques. 

 

No último dia 28 de junho, o cabo confessou em seu depoimento que participou do esquema de escutas clandestinas e que foi o responsável em montar a central de escutas no escritório. Ele revelou ainda que teria recebido do ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o valor de R$ 50 mil para comprar todo material necessário.

 

Cabo Gerson ainda envolveu o próprio governador Pedro Taques (PSDB), dizendo que as escutas foram montadas em 2014, período eleitoral. Na época, Paulo Taques era coordenador da campanha do primo Pedro Taques e, assim, obviamente, ainda de acordo com Gerson, a implantação da rede de escutas clandestinas era de conhecimento de ambos. 

 

Para ser montado, ele diz ainda em seu depoimento que teria recebido uma ligação do coronel Zaqueu Barbosa, que era comandante-geral da PM de Mato Grosso.

 

O procurador Allan Sidney Souza, do Ministério Público Estadual, pediu que fossem enviados os documentos. Além do depoimento dado pelo cabo no dia 28 de julho, ele também juntou um outro depoimento dado anteriormente aos delegados da Polícia Judiciária Civil, Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner.

 

“Ademais, havendo conexão entre o presente feito e o inquérito policial, avocado pelo STJ, defiro o pleito do Ministério Público para determinar a remessa de cópia da mídia digital contendo o interrogatório do réu CB PM Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, a ser dirigido ao Ministro Mauro Campbell”, diz trecho da publicação.

 

O ministro do STJ, Mauro Campbell, apura a participação do tucano e de membros da cúpula seu governo, desde outubro do ano passado. Anteriormente, o caso estava sendo julgado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso sob a relatoria do desembargador, Orlando Perri. O envio do processo foi pedido pelo próprio Taques.

 

O juiz Murilo Mesquita acatou, nesta mesma decisão, uma justificativa apresentada pela defesa do coronel da PM, Zaqueu Barbosa, para ter deixado sua casa nos dias 28 e 29 de julho, já que está em prisão domiciliar. Ele é apontado como um dos mandantes das escutas e precisou passar por uma cirurgia para retirada uma hérnia.

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