Cuiabá, 23 de Setembro de 2018

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Sexta-feira, 09 de Março de 2018, 11h:18 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Delegada soube de grampos por Mauro Zaque; já Jarbas desconhece esquema

Da Redação

(Foto: Arquivo/Gcom-MT)

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O ex-secretário estadual de Segurança Pública e delegado afastado, Rogers Jarbas, em depoimento na manhã desta sexta (9), na 11ª Vara Criminal de Cuiabá, em audiência sobre esquema dos grampos clandestinos, disse que só tomou conhecido do esquema dois dias antes do caso ser divulgado em rede nacional.

 

O esquema dos grampos ganhou notoriedade após ser exibido em maio de 2017, no Fantástico. Todo esquema era operado por um grupo da Polícia Militar e com conhecimento do governo do estado. "Até hoje eu não sei o que ocorreu e se ocorreu [os grampos ilegais]. Conhecer esses fatos eu só sei pela imprensa", disse ao juiz Murilo Mesquita.

 

Rogers nega que tenha conhecimento de interceptação telefônica que não seja com autorização judicial. "O governador nunca tratou sobre interceptação", ressaltou. No entanto, ele afirmou que existe um equipamento israelense que consegue fazer interceptações sem a necessidade da liberação por parte das operadoras de telefone.

 

A delegada Alessandra Saturnino, ex-secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), que também foi ouvida, afirmou que soube da existência dos grampos em 2015, quando estava no cargo e coordenava uma investigação sobre uma organização criminosa que atuava em presídios do estado.

 

"Fiquei sabendo dos grampos pelo Mauro Zaque, mas quando ele me disse, disse também que já estava tomando providências", afirmou. À época, Mauro Zaque, que é promotor de Justiça, comandava a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

 

A delegada, que ocupou o cargo de adjunta de Inteligência entre janeiro de 2015 e março 2016, afirmou que não denunciou o caso por obediência à hierarquia e que as providências estavam sendo tomadas por Mauro Zaque.

 

Também foram intimadas a deporem as testemunhas Yara Yasanne Gonçalves, Alexandre Bustamante, o subtenente da PM, José Conceição dos Santos Arruda e o policial Rafael Meneguine. Agora o magistrado aguarda resposta do ofício encaminhado ao governador Pedro Taques e ao promotor de justiça Marcos Bulhões para saber se poderão comparecer ao juízo e prestarem seus depoimentos a favor do réu.

 

Substituição de testemunhas

 

O juiz homologou na mesma decisão, a desistência da delegada Ana Cristina Feldner,que tinha sido arrolada pela defesa de Gerson.E substituiu o advogado Paulo Taques e o promotor Marco Aurélio de Castro, pelas testemunhas Tatiane Sangali e Rafael Meneguine.

 

“Homologo a desistência de oitiva da testemunha Ana Cristina Feldner e defiro a substituição das testemunhas Paulo Zamar Taques e Marco Aurélio de Castro, pelas testemunhas Tatiane Sangali e Rafael Meneguine, saindo a defesa do réu Gerson intimada para, no prazo de 48 horas, apontar o endereço completo da testemunha Tatiane Sangali, já que adiantou nesta sessão que ela reside em outra Comarca”, diz trecho da decisão do juiz.

 

Entenda o caso

 

Além do cabo Gerson estão supostamente ligados ao esquema de interceptação ilegal de escutas telefônicas, os coronéis Ronelson, Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco e o tenente-coronel Januário Batista. Todos réus na ação penal que investiga as escutas clandestinas ocorridas no Estado e que tiveram como alguns dos alvos, advogados, juízes, médicos e jornalistas.

 

Na Justiça, eles respondem pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação. Entre os acusados, somente Gerson ainda está preso desde maio do ano passado. Os demais militares respondem ao processo em liberdade e cumprem medidas cautelares.

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