Cuiabá, 13 de Novembro de 2018

"ABRINDO O CORAÇÃO"

Segunda-feira, 06 de Agosto de 2018, 13h:00 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Delação de Silval foi responsável por decisão de Maggi em sair da política

Luana Valetim e Marisa Batalha

(Foto: AL-MT)

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Antes de participar do seminário -'Ferrovias: o Brasil passa por aqui' - que está sendo realizado nesta segunda-feira (06), na Assembleia Legislativa, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi(PP), revelou pela primeira vez, desde que desistiu em não concorrer a nenhum cargo eletivo este ano, em entrevista à imprensa, que a decisão teria se pautado pela repercussão negativa da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.

 

A delação homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, foi considerada por ele como monstruosa e possivelmente - depois da Lava jato -, o maior esquema de desvio de dinheiro público do Brasil. 

 

E conforme a 'colaboração' de Barbosa, à Justiça, o esquema teria sido iniciado no governo de Maggi, de quem na época era vice.

 

Entre as acusações que pesam contra o ex-governador Blairo Maggi estaria a denúncia de que ele teria participado de um esquema de compra de vaga para Sergio Ricardo, para o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

 

Além de ter pago supostamente R$ 3 milhões a Eder Moraes, como forma de comprar o silêncio de seu ex-secretário de Fazenda, na época, e responsável pela delação do esquema.

 

Para o ministro e ex-gestor, a delação de Silval que retoma em seus depoimentos inúmeros esquemas de desvio, de forma minuciosa, em seus vários depoimentos à Justiça, o levou a repensar sobre sua posição na política e, sobretudo, se valia a pena estar na vida pública diante de tamanha corrupção.

 

“A delação do Silval é uma coisa que acabou judiando muito e fez com que eu repensasse muito se vale a pena ou não fazer todo esse enfrentamento ou estar na política, como eu estava e a conclusão foi não”, disse Blairo.

 

Evitando - na conversa com jornalistas -, em se posicionar sobre quem deve apoiar nestas eleições, em Mato Grosso, Blairo comentou que pretende ficar até dezembro no Ministério de Agricultura e previu que novos problemas poderão aparecer até lá. No ano passado, a pasta foi alvo da Operação Carne Fraca, que investigou as maiores empresas do ramo de frigoríficos acusadas de adulterar a carne que vendiam nos mercados interno e externo.

 

No ano que vem, Blairo pretende retornar suas atividades no Grupo Amaggi, no ramo do agronegócio. Voltando a dirigir os negócios da família.

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