Cuiabá, 15 de Dezembro de 2018

GRAMPOS CLANDESTINOS

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018, 12h:07 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Defesa de cabo Gerson pede que ele seja novamente interrogado

Luana Valentim
Da Redação

(Foto: Reprodução)

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A defesa do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, protocolou um pedido no último dia 3 de agosto, para que ele seja novamente interrogado sobre o caso dos grampos ilegais, para que alguns pontos sejam “melhor esclarecidos e explicitados”.

 
O pedido feito pelos advogados Thiago de Abreu Ferreira e Neyman Augusto Monteiro, menciona que o novo interrogatório é direito do réu e afirmam que no dia 28 de julho, quando Gerson foi ouvido por mais de 6h, o cabo Gerson teria ficado exausto, já que foi o último a depor na audiência que se estendeu até a madrugada do dia 29.


“Assim passamos a explicar, quando do adiantado estado de fadiga bem como do adiantado horário que se estendeu a audiência passada mais de 15 horas, sendo que o acusado Gérson foi o último a ser interrogado”, diz trecho do pedido.



Após o acesso ao interrogatório e feito a análise, a defesa entendeu que “restaram prejudicados alguns pontos a serem melhor esclarecidos e explicitados tanto para o órgão acusador bem como ao magistrado e os juízes coronéis”.


Os advogados ainda pediram que também fosse novamente interrogado a testemunha José Marilson da Silva, ex-sócio da empresa Simples IP - que teria desenvolvido e vendido o sistema Sentinela utilizado no esquema - e também pediram que fossem feitas oitivas com o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e com o governador Pedro Taques (PSDB).

 

Em seu depoimento no último dia 28, o cabo Gerson confessou que participou do esquema de escutas clandestinas e revelou todos os detalhes de como funcionava e como foi montada a “grampolândia pantaneira”.

 

Ele ainda envolveu o próprio governador dizendo que as escutas foram montadas em 2014, período eleitoral. Na época, Paulo Taques era coordenador da campanha do primo Pedro Taques e, assim, obviamente, ainda de acordo com Gerson, a implantação da rede de escutas clandestinas era de conhecimento de ambos.

 
O Governo

 

O governo informa que o gestor tucano, Pedro Taques determinou que fossem apurados todos os fatos relacionados as supostas escutas telefônicas clandestinas assim que a denúncia chegou ao conhecimento dele, em 2015, garantindo independência das Polícias Civil e Militar nas investigações.
 


O Executivo ainda ressalta, que Taques chegou a solicitar ao Superior Tribunal de Justiça que ele próprio fosse investigado, neste caso, para comprovar que não teve qualquer envolvimento no suposto esquema.



Lembrando que há um atrito estabelecido na Assembleia Legislativa, devido a uma tentativa de instaurar a CPI dos Grampos. É que no último dia 7, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), apresentou um requerimento pedindo que fosse investigado o possível envolvimento de Taques no suposto esquema.

 

Porém, em uma manobra para tentar atrasar essa investigação, o deputado tucano e vice-líder de Taques na Casa, também apresentou um requerimento, mas pedindo que as investigações sejam desde a gestão de Silval Barbosa em 2011.

 

O presidente da Casa, Eduardo Botelho (DEM), inclusive, chegou a nomear uma comissão interna para analisar a situação. Acontece que já tem três CPIs em andamento, o máximo permitido.

 

A tentativa agora está em arquivar uma delas para que seja instaurada a CPI dos Grampos, ou mesmo, conseguir as 16 assinaturas exigidas para que, de acordo com o Regime Interno da AL, seja instaurada uma quarta CPI.

 

Foto: (Documento Única News)

Unica -doc

 

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