Cuiabá, 26 de Maio de 2018

COLECIONADOR DE DERROTAS

Domingo, 11 de Fevereiro de 2018, 11h:13 - IMPRIMIR | comentar (01)
A | A

compartilhar

Conselheiro terá que indenizar eleitor por falsificar assinatura em recibo de doação eleitoral

Da Redação

(Foto-TCE-MT)

conselheiro-sergio ricardo.jpg

 

Com várias derrotas no Judiciário de Mato Grosso e no Supremo Tribunal Federal, o conselheiro afastado, Sérgio Ricardo amargou mais uma outra derrota recentemente. Agora na 4ª Câmara de Direito Privado, sob a relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho.

 

Foi negado ao conselheiro, a reforma da decisão que o condenou a indenizar um eleitor em R$ 8 mil, a título de danos morais, por falsificar assinatura em recibo de doação eleitoral quando se candidatou a reeleição de deputado estadual, em 2006. O magistrado ainda encaminhou sua decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o recurso especial do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo.

 

Sérgio Ricardo foi primeiramente afastado do cargo, suspeito - em investigação realizada pelo Ministério Público, quando ainda na época era deputado estadual -, de ter comprado a cadeira no Tribunal de Contas do Estado, do conselheiro Alencar Soares Filho ao preço inicial de R$ 8 milhões, na vaga que seria por indicação da Assembleia Legislativa.

 

O esquema teria sido montado, utilizando recursos públicos, tendo como operador o empresário Júnior Mendonça, sob a aparência de factoring, depois verificou-se o envolvimento de Eder Moraes e várias empreiteiras e empresas prestadoras de serviço ao estado de Mato Grosso, tanto durante o governo de Blairo Maggi quanto no de Silval Barbosa.

 

De acordo com o MPE e o Tribunal de Justiça que acatou o pedido, o conselheiro afastado pagou R$ 4 milhões a Soares para que ele pedisse aposentadoria antes do prazo e liberasse a vaga para que ele viesse a ocupá-la posteriormente. Foram encontrados R$ 106.729,54 na conta bancária do conselheiro e bloqueados R$ 91.571,96.

 

Mais tarde na operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal, a pedido do ministro Luiz Fux, pautada na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, Sérgio voltou a ser acusado, agora como um dos beneficiados por propinas no valor de R$ 50 milhões. E junto com outros quatro conselheiros, igualmente afastados, teria recebido dinheiro para aprovar as obras da Copa do Mundo e as contas do governo passado.

Fb

Compartilhe esta notícia com os seus amigos

0 Comentário(s).

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTAR ESTA MATÉRIA
FECHAR

Edição Atual

Ed. Abril 2018 Revista Única

ASSINAR LER A REVISTA MAIS



vídeo publicidade



Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731 - Cuiabá MT

arte@unicanews.com.br