Cuiabá, 12 de Dezembro de 2017

AFASTADO NA MALEBOLGE

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017, 19h:28 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Conselheiro contrata marqueteiro de Crivella para dar 'up' em sonho de ser governador

Da Redação

(Foto: Foto Ahmad Jarrah/Circuito Mato Grosso)

Antonio Joaquim

 

Em princípio, contra todas as possibilidades legais, o conselheiro afastado do TCE-MT, Antônio Joaquim, ao visto não abre mão de ser pré-candidato, na disputa à Governadoria do Estado, no ano que vem. Prova disto, que já vinha emplacando matérias por meio de sua assessoria em Cuiabá, feita pelo jornalista Hugo Fernandes, tendo como alvo comumente o chefe do Executivo estadual, o tucano Pedro Taques.

 

Agora o conselheiro eleva o nível do debate, levando a discussão para o marketing político. Para isso, contratou o especialista em marketing digital, Marcelo Bráulio Vitorino, para ajudá-lo na campanha eleitoral. Vitorino ganhou fama no meio político após trabalhar nas eleições do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que o conheceu durante o segundo turno das eleições de 2016. Após a posse, o marqueteiro se transformou numa espécie de braço-direito de Crivella, mesmo sem ocupar um cargo público.

 

Marcelo Vitorino trabalha em comunicação e marketing desde 2000. Sua atuação em comunicação virtual teve início em 2008 com o blog de humor politicamente incorreto “Pergunte ao Urso”. A última postagem é de 2015. Em sua página do Facebook, Vitorino aproveita a Black Friday para angariar mais clientes.

 

“Hoje, por ser Black Friday, todos os meus cursos à distância estão em promoção, com desconto de 50%. Marketing político e eleitoral: a vez do digital – De R$ 1.290,00 por R$ 645,00 O curso a distância mais completo sobre o marketing político no Brasil, ministrado por Marcelo Vitorino, que apresenta ao aluno o tripé de conhecimento necessário para planejar e operar uma campanha eleitoral usando a internet. São mais de 18 horas de aula em vídeos, divididas em 90 aulas, além de muito conteúdo complementar”, diz a publicação. 

 

Entenda o Caso

 

O conselheiro - mesmo afastado do TCE, na operação Malebolge, em 14 de setembro -, protocolou cinco dias mais tarde (19 de setembro), pedido de aposentadoria no gabinete do governador Pedro Taques (PSDB). Ele chegou a anunciar antes da operação a aposentadoria, mas suspendeu o processo depois de ser afastado da função pública.

 

Para piorar a situação do conselheiro, o processo que precisava ser assinado pelo governador foi enviado ao Supremo Tribunal Federal sob a justificativa do governo, que quem deveria analisar o pedido era o STF, já que o Supremo o teria afastado sob a suspeita de que ele mais outros quatro conselheiros teriam recebido R$ 53 milhões do ex-governador Silval Barbosa, desviados de obras de infraestrutura no estado. 

 

A operação que foi um desdobramento da operação Ararath, investiga o desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro por meio de factorings. A ordem judicial para o afastamento foi expedida pelo ministro Luiz Fux, do STF. ParaFux, há indícios de que Antônio Joaquim e os outros colegas de Corte estejam envolvidos em obstrução de Justiça e formação de organização criminosa. Antônio Joaquim veio à público, claro, para desmentir a informação.

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