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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018, 10h:37 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Concorrente diz à Justiça que foi agredido por genro de Arcanjo; defesa desmente

Da Redação

(Foto: Rogério Florentino Pereira)

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O suposto dono de um jogo do bicho, Alberto Jorge Toniasso confirmou ao juiz da 2ª Vara Criminal, Geraldo Fidelis, em audiência nesta quinta-feira (13), que sofreu agressões dos seguranças e do genro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Giovani Zen Rodrigues,  durante uma briga no estacionamento da Avenida Historiador Rubens de Mendonça [mais conhecida como Avenida do CPA] de propriedade da família de Arcanjo.

 

Ele ainda negou que tivesse qualquer contato com o ex-bicheiro e que apenas o conhecia por meio da imprensa. Ainda relatou que foi convencido por um advogado a registrar o boletim de ocorrência onde acusa o ex-bicheiro.

 

Segundo Alberto, um amigo que faz serviços em troca de óleo, o convidou para ir até o estacionamento, onde foi encaminhado para o escritório de propriedade de Arcanjo, mas ele afirmou que não sabia de quem era o espaço. Ele relatou que teve a sua máquina de cartão quebrada por alguém e que levou um tapa no rosto.

 

“Onde eu fui, era o escritório do genro do Arcanjo, mas eu nunca o vi”, explicou Alberto dizendo que não sabe como surgiu a história do envolvimento dele.

 

João Arcanjo - que cumpre pena em regime semiaberto desde fevereiro deste ano -, participou de audiência acompanhado do advogado Zaid Arbid.

 

Arbid afirmou que as declarações de Alberto mostram que seu cliente sofre perseguição de pessoas ‘maldosas’.

 

“Levanta-se a hipótese de que Arcanjo é alvo de uma campanha suspeita de ações maldosas e isso ficou caracterizado. Existiu um fato e após cinco dias um advogado o instrui a fazer um B.O. Ninguém é agredido, tem o objeto de trabalho tirado de seu poder e vai denunciar depois de cinco dias. Ele [Alberto] foi lá para oferecer os pontos de jogo do bicho para Giovani, que não quis”, afirmou.

 

O caso

 

Conforme a denúncia feita por Alberto, o ex-bicheiro, mesmo preso, dava ordens por meio do seu genro. Ao ganhar a liberdade, Arcanjo teria voltado a assumir o comando do negócio.

 

Ainda informa que um concorrente de Arcanjo teria introduzido o jogo do bicho em alguns pontos de Mato Grosso, o que acabou chamando a atenção do ex-bicheiro que tinha a pretensão de dominar o mercado novamente. Junto com seus comparsas, ainda de acordo com Alberto, Arcanjo teria ameaçado de morte os concorrentes.

 

Alberto disse que teria sido ‘convidado’ a ir até o escritório onde Arcanjo trabalha atualmente. Porém, ao chegar no local teria sido obrigado a entregar a máquina de apostas, que foi jogada no chão e destruída. E intimidado, como forma de não continuar atuando, já que a Colibri – marca que pertence a Arcanjo - seria a dona do mercado.

 

Alberto também relata que neste mesmo dia, após ser agredido dentro do escritório, foi obrigado a sair de carro com algumas pessoas, entre elas, um dos seguranças do ex-bicheiro.

 

Arcanjo e Giovani Zen Rodrigues contestaram as alegações na audiência do último dia 2. Em seu depoimento à Justiça, João Arcanjo Ribeiro afirmou que ficou sabendo que Alberto teria procurado Giovani para oferecer um ponto de jogo do bicho, mas que seu genro teria recusado, o que foi confirmado por Giovani. 

 

“Eu trabalho nas empresas da família e nesse dia me procurou uma pessoa que é conhecido desse senhor Alberto. Perguntou se eu poderia receber Alberto, não sabia o assunto. O recebi no meu escritório, no horário comercial, onde trabalham 30 pessoas. Ele veio pedir para mim, para ver se eu tinha interesse em pontos de jogo do bicho. Eu disse que ele estava enganado, porque a gente não trabalha com isso. Expulsei ele", afirmou Giovani.

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