Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

ENTREVISTA AO VIVO

Sexta-feira, 15 de Junho de 2018, 11h:15 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Carlos Fávaro diz que se sentiu "aliviado e motivado" ao renunciar cargo no governo

Claryssa Amorim

(Foto: Roger Perisson)

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Em entrevista ao vivo, na manhã desta sexta-feira (15), para o Site Única News, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), declarou que ao renunciar o cargo no governo de Mato Grosso, se sentiu "aliviado" para seguir um novo rumo na sua carreira política. Fávaro disse ainda que abrir mão da vice-governadoria estimulou sua pré-candidatura, motivando-o a buscar uma nova trajetória política, como candidato ao Senado.

 

Ele explica que começou a pensar em renunciar ao cargo, como então vice-governador do Estado, após reunião com o seu Partido Social Democrático (PSD), quando questionaram sobre as eleições de 2018 de quem seria candidato e em quais cargos.

 

A partir daí tudo andou muito rápido, até a decisão do partido em apresentar a proposta de me lançar como pré-candidato ao Senado, sob a justificativa que Mato Grosso precisava de gente nova, 'tocando projetos novos'. 

 

"No nosso partido, o PSD, nós discutimos antes de tomar decisões, deliberamos pautas e todo a sigla aprovou já que tínhamos o interesse em lançar alguém o Senado. Surgiu então o meu nome. Então, no período do dia 21 de abril que foi a reunião até o dia 5 de março que renunciei o cargo, pensei e repensei se deveria tomar esta decisão", lembrou o pré-candidato.

 

Ele também lembra que estava motivado para a pré-candidatura ao Senado. Porém, como qualquer outra campanha política, deve se analisar a situação do Estado, para criarr estratrégias que façam crescer e melhorar a vida dos cidadãos. Ainda questionou sobre a possibilidade de algumas vezes ter que rebater ações do governo, em sua campanha. Assi, por uma questão de ética, soube que não caberia mais continuar no cargo.

 

"Não foi um dia fácil, nem tampouco, um dia de alegria. Foi, aliás, uma decisão muito difícil. Na história de Mato Grosso, nenhum vice tomou essa decisão. Mas para tomar a decisão de renunciar o cargo, não o fiz sem antes pensar cautelosamente e por muito tempo. Consultei minha família, meus amigos e percebemos que poderia dar um impacto grande, porém, estava determinado em seguir essa nova carreira", destacou Fávaro.

 

 

(Foto: Roger Perisson)

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Live no Facebook com Carlos Fávaro acompanhado do Onofre Ribeiro

"Afinal, como eu faria uma campanha ou lançar projetos que poderiam ser contrários ao do governo. E, sobretudo, como teria liberdade em criticar a administração, sendo que estaria em um cargo importante lá dentro, recebendo salário e usufruindo de uma super estrutura como vice. Seria uma hipocrisia, então não poderia continuar", explicou.

 

O ex-vice-governador renunciou o cargo do Estado, há um pouco mais de dois meses,; em seguida junto com outros 30 ex-aliados de Taques, assinaou uma carta manifesto contra a reeleição do governador tucano, no final de abril.

 

Fávaro, agora, segue em ritmo acelerado com sua pré-candidatura, na disputa por uma, das duas vagas em aberto, para o Senado da República.

 

"Não é nada pessoal, tenho respeito pelo governador. Na minha gestão, procurei me comprometer e colocava como vice, minha opinião. Em algumas ocasiões, até divergindo com o Taques. E aí, começou-se a criar um impasse sobre o governador lançando um projeto e seu vice tentando derrubá-lo, opinando de forma contrária a ele. Não iria dar certo. Me lembro bem que no início da gestão, o governador Pedro Taques era tratado praticamente como um pop star pela população. Depois com os escândalos e sua má gestão sua imagem foi se desfazendo e ele começou a ficar bem longe daquela imagem do home destemido junto a população", disse.

 

Fávaro revelou sua intenção de disputar uma cadeira no Senado, pouco depois do anúncio do ministro Blairo Maggi (PP), de que ficaria de fora da disputa eleitoral deste ano. Fávaro pretendia apoiar a candidatura de Maggi e, com a saída do aliado do processo eleitoral, se prepara agora para ocupar o espaço vago. 

 

Ele terá na disputa à Senatória nomes cristalizados como o dele, como o do ex-governador democrata, Jayme Campos, o senador José Medeiros (Pode), suplente efetivado no cargo quando Taques renunciou para tomar posse como governador, e atualmente disposto a buscar a reeleição no Congresso nacional.

 

Outro nome ainda dentro desta disputa é a do deputado federal Adilton Sachetti que recentemente se filiou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sem falar do deputado federal e presidente da bancada ruralista na Câmara federal, o tucano Nilson Leitão.

 

E correndo por fora, mas já mostrando como seus adversários que possui também musculatura política, disputa também o Senado, a juiza aposentada, Selma Arruda, do PSL, que tem surgido como um nome novo na política mato-grossense. A magistrada foi responsável pelas prisões de homens poderosos em Mato Grosso, como ex-governador silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva. E a ex-reitora da UFMT, do PCdoB, Maria Lúcia Cavalli Neder.

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