Cuiabá, 12 de Dezembro de 2017

GRAMPOLÂNDIA

Segunda-feira, 07 de Agosto de 2017, 11h:48 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Campos volta a falar sobre inocência de Taques, mas diz que prisão de Paulo fez um estrago no governo

Rayane Alves

O ex-governador e ex-senador Júlio Campos (DEM), afirmou à uma rádio da Capital na manhã desta segunda-feira (07), que a prisão do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, na última sexta-feira (04), por conta do escândalo dos grampos ilegais em Mato Grosso, causou um “estrago muito ruim” no atual governo Pedro Taques (PSDB).

 

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O pedido de ordem de prisão foi emitido pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Orlando Perri e cumprido pelo delegado titular da Polinter, Juliano Silva de Carvalho, por conta das investigações da rede de escutas ilegais, descoberta em maio deste ano e que ganhou notoriedade após uma reportagem no Fantástico, programa que vai ao ar aos domingos na TV Globo.

 

Paulo Taques é suspeito de ser o mentor das interceptações telefônicas que monitoraram 120 pessoas em Mato Grosso, entre médicos, advogados, políticos, jornalistas e suposta ex-amante, a publicitária Tatiana Sangalli.

 

“Esse assunto é muito desagradável, mas temos as causas reais que sustentam o pedido de prisão, assinado pelo desembargador Orlando Perri. Mas precisaria analisar mais profundamente e sob um olhar mais jurídico, para dar uma opinião. Mas, certamente a prisão realizou um estrago grande à imagem do Pedro Taques. Agora, também não podemos esquecer, que o próprio Perri usou um termo na sua decisão para afirmar que não há indício de que comprove a participação do governador com os grampos ilegais”, disse Júlio Campos.

 

Aliás, em entrevista recente ao Site Única News, Júlio Campos já tinha inclusive defendido o governador tucano, Pedro Taques, alegando que ele não só desconhecia os grampos ilegais, como ainda não tinha nenhuma ligação com a rede de escutas clandestinas, operada pela Polícia Militar, com aval de alguém do alto escalão no Palácio Paiaguás.

 

O ex-governador ainda fez referência ao seu governo, na década de 80 -  ao argumentar a inocência de Taques -, lembrando que 70% do que ocorria na sua gestão, no Palácio Paiaguás, há mais de 30 anos, ficava sabendo depois, quando tinha que sair 'correndo para explicar falcatruas dos outros'.

 

"Como cidadão, acredito que não há nenhum envolvimento pessoal do governador nesta rede de escutas clandestinas. Agora, conheço militar, são disciplinados e cumprem ordens. Assim, alguém não só autorizou, como pediu que fizessem e, claro, em posição superior à deles. O certo, e falo como ex-gestor, é que 70% dos fatos que ocorrem no entorno do governo, nem o governador fica sabendo. Tenta ajeitar, tenta consertar, tenta avisar, para ter menos desgaste possível. Vivi isto. Não tem como evitar”, afirma.

 

Entenda o Caso

 

Tudo começou quando a denúncia foi oficializada em janeiro deste ano, à Procuradoria Geral da República (PGR) pelo promotor de Justiça Mauro Zaque.

 

Exatamente um ano após ele ter pedido demissão do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado (Sesp). O ex-secretário alegou que pediu demissão porque informou o governador do caso e exigiu exoneração de Paulo Taques, do comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa e o governador não acatou o pedido.

 

(Com informações da Rádio Capital).

 

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