Cuiabá, 18 de Outubro de 2018

FANTASMA DO DEPUTADO

Quinta-feira, 10 de Maio de 2018, 17h:04 - IMPRIMIR | comentar (01)
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‘Braço direito’ de Savi teria ocultado mais de R$ 3 mi em desvios

Da Redação

(Foto: Alair Ribeiro)

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O deputado estadual Mauro Savi (PSB), preso na 2ª fase da Bereré nesta quarta-feira (9), usava o empresário Claudemir Pereira dos Santos como seu “braço direito” para ocultar o recebimento de R$ 3,9 milhões em propina. A informação está contida nas investigações do Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, por meio de contrato da empresa EIG Mercados e o Detran. O esquema foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), Atônio Barbosa, em delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

De acordo com o Ministério Público, Claudemir, que era sócio da Santos Treinamento, parceira da EIG Mercados no contrato usada para o esquema de lavagem de dinheiro, foi classificado como “espectro”, pois era responsável em resolver assuntos para Savi.

 

“A propina sai da EIG Mercados LTDA., passa pela Santos Treinamentos, chega até Claudemir Pereira dos Santos, espectro de Mauro Savi, o qual, a mando deste, dá o direcionamento à propina de modo a beneficiar Savi sem que ele se vincule diretamente com o dinheiro”, consta em trecho do inquérito.

 

Os montantes passavam nas mãos de várias pessoas interpostas pelo deputado como de confiança, por pacto de lealdade, vínculo funcional de subordinação (servidores da Assembleia Legislativa), como também pelo parentesco.

 

“Nesta dinâmica, cabe a Claudemir Pereira, ao receber a propina dissimuladamente, emitir cheques que serão utilizados para pagamentos pessoais de Mauro Savi e circularão até que alguém que, sem ter conhecimento da origem do dinheiro, tenha recebido o título de crédito em decorrência de um negócio jurídico lícito, após uma longa cadeia de negócios jurídicos, faça o desconto dele”, afirmou.

 

De acordo com a investigação, o valor inicial apurado pelo Gaeco era de R$ 700 mil. No entanto, Claudemir chegou a receber R$ 3,9 milhões no período analisado pelo MPE.

 

“Nesta linha, o relatório aponta, ainda, que no período analisado, Claudemir Pereira dos Santos recebeu diretamente da EIG Mercados LTDA. o valor de R$ 3.951.763,47”.

 

Ainda conforme as investigações, o modo de operação de Claudemir e Savi  indica que o objetivo era impedir a produção direta de provas contra o deputado estadual.

 

“Além disso, enquanto chefe de fato do Detran/MT, titular das atividades ilícitas operadas dentro da autarquia, Mauro Luiz Savi continua a orquestrar, ordenar, garantir e se beneficiar de tais esquemas, dando perpetuidade à prática criminosa”, disse.

 

Veja trecho:

 

(Foto: reprodução)

trecho claudemir.jpg

 

Nesta quinta-feira (10), na sede do Gaeco, onde foi para prestar depoimento, o deputado estadual social democrata, Mauro Savi, adiantou que deverá permanecer em silêncio.

 

Por meio nota, a assessoria jurídica do deputado informou que somente no final da tarde desta última quarta feira (9), conseguiu ter acesso à íntegra dos autos da investigação da operação Bônus, na 2 ª fase da Bereré, deflagrada por determinação do Judiciário, com seis mandados cumpridos pelo Gaeco em Cuiabá, Brasília e São Paulo. Levando para o Centro de Custódia de Cuiabá, o parlamentar estadual social democrata.

 

A operação

 

Seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília, foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), por meio do desembargador José Zuquim Nogueira. 

 

Além de Savi e Claudemir, também foram presos os empresários Roque Anildo Reinheimer, o empresário José Kobori, ex-diretor-presidente da EIG Mercados e o Pedro Jorge Zamar Taques, irmão de Paulo Taques, que se apresentou ao Gaeco, no final da manhã desta quarta-feira (9), após o final da operação

 

Eles teriam desviado no esquema mais de R$ 20 milhões por meio de um contrato do Detran com a empresa EIG Mercados.

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