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GRAMPOS ILEGAIS

Quinta-feira, 02 de Agosto de 2018, 11h:41 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Botelho: CPI contra Taques é política e sem argumentos jurídicos

Luana Valentim
Da Redação

Foto: (Tony Ribeiro)

Botelho

 

O deputado estadual, Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa, declarou nesta quinta-feira (2), em entrevista à Rádio Capital FM, que ainda não houve acordo referente a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o governador Pedro Taques (PSDB), pois não lhe foi apresentado as assinaturas necessárias para que se inicie as investigações.

 

Após o depoimento de mais de seis horas do cabo da Policia Militar, Gerson Luiz Ferreira Corrêa Junior, dado a Justiça no último sábado (28), onde cita a participação efetiva do tucano no esquema de escutas ilegais em Mato Grosso, a deputada estadual, Janaina Riva (MDB), afirmou que iria apresentar um requerimento para abertura da CPI, na próxima terça-feira (7). Ela ainda assegurou que irá pedir o impeachment do chefe do Executivo.

 

No entanto, Botelho relatou que houve uma proposta feita pelo deputado estadual, Wilson Santos (PSDB), de que a CPI seja aberta somente após as eleições deste ano. Mas, até o momento não houve um consenso, apenas pronunciamentos.

 

Mas sob seu entendimento, o presidente do Parlamento, acredita que os argumentos jurídicos são muito fracos para que a instalação ocorra. E mesmo que tenha sido cobrado pela deputada emedebista, Janaina Riva sobre esta questão, Botelho ainda assegura que a CPI tem mais motivação política do que outra coisa.

 

E coaduna com sua posição, o parecer da Procuradoria-Geral da Casa que, igualmente, entende que os argumentos jurídicos são muito fracos para que seja instalada na Casa uma CPI dos Grampos contra o gestor estadual tucano.

 

“Então eu não vejo fundamento para instalar uma CPI por motivação política, acho que teria que ter argumentos jurídicos, mas eu vou discutir isso com os deputados antes de eu tomar posição”, destacou.

 

Botelho, entretanto, disse está aguardando o documento para poder abrir a CPI, obviamente levando em conta de que são necessárias oito assinaturas pelo menos para que sela seja aberta.

 

o deputado pontuou que agora ficou evidente o embate eleitoral e esse é o momento de a população saber tudo.

 

“Agora quem vai definir pela abertura dessa CPI é a maioria dos deputados. Eu costumo dizer, que sou escravo da Constituição e do Regimento Interno da Assembleia. E como presidente, eu cumpro à risca”, afirmou.

 

Para Botelho neste momento o necessário era primeiro recorrer à Justiça para poder receber os duodécimos – que tem restos de 2016 e 2017 –, já que a Casa optou em não realizar este procedimento, pois na época existiam problemas graves na saúde e a Assembleia entendeu que o governo precisava atender com urgência este setor, pois estava em uma situação crítica.

 

Ele ainda relatou que Taques tem que efetuar o pagamento até o dia 31 de dezembro – final do seu mandato –, porém, está aguardando a nova proposta do tucano que será apresentada neste mês de agosto.

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