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Sábado, 12 de Maio de 2018, 15h:00 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Assembleia protocola mandado contra decisão de desembargador para votar soltura de Savi

Da Redação

(Foto: divulgação)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para derrubar a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira, que já tinha proibido a Casa de Leis de deliberar sobre a manutenção ou não da prisão do deputado estadual Mauro Savi (DEM) por meio de votação.

 

O mandado foi protocolado na sexta-feira (11) e distribuído para o desembargador Juvenal Pereira, que será o relator. O pedido será julgado pelo Pleno do Tribunal. 

 

O pedido que foi por meio da Procuradoria da Assembleia, deu entrada nesta sexta-feira (11), mas não será analisado neste fim de semana, só a partir da próxima segunda-feira (14).

 

A decisão de recorrer ao Pleno se deu em razão do ofício encaminhado ontem pelo desembargador José Zuquim à Casa de Leis, comunicando que já notificou o secretário de Direitos Humanos, Fausto Freitas, para que não liberte o deputado Mauro Savi, mesmo que o plenário vote pela soltura dele.

 

O desembargador atendeu pedido do Ministério Público do Estado (MPE) e informou ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), que o Parlamento Estadual não teria prerrogativa para soltar ou manter preso Mauro Savi, no Centro de Custódia de Cuiabá.

 

O desembargador impediu que a Assembleia de expedir resolução que resultasse na revogação da prisão - em razão de os deputados não possuírem as mesmas prerrogativas de deputados federais e senadores.

 

Além do secretário, o diretor do Centro de Custódia, José Eliseu, também foi notificado a se abster de soltar o deputado Savi, preso acusado de intermediar o acordo que deu origem ao esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro na ordem de R$ 27,7 milhões no Departamento de Trânsito (Detran).

 

A Procuradoria da ALMT já deu parecer favorável para que os deputados votem pela soltura ou não de Savi, na próxima semana.

 

Veja a decisão:

 

(Foto: divulgação)

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Operação Bônus

 

A Operação Bereré investiga uma organização criminosa formada por 40 pessoas, entre elas,  políticos, funcionários públicos e empresários que se utilizavam  do contrato da empresa EIG Mercados Ltda junto ao  DETRAN-MT para lavagem de dinheiro e recebimento de propina.

 

A Bônus também tem ligação com o resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

 

Dentre os principais nomes presos pela segunda fase da Operação Bereré, é possível citar o deputado Estadual Mauro Savi (DEM),  o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, o irmão dele, o advogado Pedro Zamar Taques e mais três pessoas, sendo elas Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”, e Valter José Kobori.

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