Cuiabá, 11 de Dezembro de 2017

ABUSO DE PODER

Sexta-feira, 01 de Dezembro de 2017, 15h:32 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após segundo mandado de prisão, Taborelli se apresenta à Justiça

Da Redação

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O coronel aposentado da Polícia Militar, o ex-deputado estadual Pery Taborelli, se entregou a Justiça na tarde desta sexta (1º), após a 2ª Vara Criminal de Cuiabá expedir um novo mandato de prisão contra o parlamentar. 

 

O ex-deputado teve a prisão decretada no último dia 31 de outubro, pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, Geraldo Fidélis, por ausência em audiências no Fórum da capital.

 

Taborelli chegou acompanhado de sua defesa para uma audiência em que deve receber medidas cautelares para cumprimento de uma condenação já confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

 

O mandato de prisão foi assinado pelo magistrado em ação que o ex-deputado é acusado de abuso de autoridade e privação de liberdade de menores quando era coronel da PM.

 

Taborelli não atendeu ao chamado da Justiça para tomar conhecimento de sua sentença condenatória e não foi localizado em sua residência. Este já é o segundo mandado expedido contra o militar, em decorrência de ele não comparecer à audiência para fixar as condições impostas ao regime semiaberto.

 

A primeira condenação do militar aposentado ocorreu em 31 de outubro deste ano. A condenação ocorreu em abril deste ano. A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), condenou Taborelli a dois anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto.

 

De acordo com os autos, em julho de 2011, na função de comandante do Comando Regional II, o ex-deputado teria realizado a prisão de três menores de forma truculenta durante a festa em comemoração aos 150 anos do município de Rosário Oeste (a 133 km de Cuiabá). A abordagem teria sido motivada por uma denúncia de que menores estavam consumindo bebida alcoólica.

 

De acordo com denúncia do Ministério Público, Taborelli chegou a questionar os organizadores da festa sobre a presença dos menores e desencadeou uma operação “Choque de Ordem”. Ele mandou desligar o som e determinou que as pessoas fossem embora para casa. Contudo, três adolescentes foram colocados no camburão das viaturas, de forma truculenta, e levados até a delegacia da cidade.

 

Uma adolescente declarou à justiça que estava acompanhada dos irmãos maiores de idade e, mesmo assim, foi puxada pela camisa por Taborelli, até o momento em que a roupa se rasgou. Ela contou ainda o coronel puxou sua calcinha a ponto de machucar sua virilha. Sua defesa afirma que em nenhum momento houve 'truculência' durante ação. E que o acusado cumpria apenas o seu dever.

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