Cuiabá, 22 de Agosto de 2018

DESVIO MILIONÁRIO NO DETRAN

Segunda-feira, 14 de Maio de 2018, 14h:32 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após mais de 2 horas no Gaeco, Botelho admite que a Bônus pode prejudicar sua reeleição

Da Redação

(Foto: Reprodução)

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Depois de prestar depoimento por mais de duas horas, nesta segunda-feira (14), no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o presidente do Legislativo, o deputado democrata Eduardo Botelho - que havia remarcado para hoje seu depoimento -, tentou se esquivar sem sucesso da imprensa. Acabando por revelar que a demora o depoimento ocorreu porque teve que explicar cada cheque que emitiu, na época em que atuou como sócio da empresa Santos Treinamentos, uma das empresas ligadas aos desvios milionários realizados no Detran.

 

‘Expliquei a origem de cada cheque que saiu da minha conta, que constam no levantamento do Gaeco. Ainda esclareci minha entrada na empresa também, mas nada que já não tenha dito antes. Lembrando que entrei como investidor e não tinha gerência de nada’.

 

Botelho foi mencionado na primeira fase, a operação Bereré e na segunda a Bônus, deflagrada na última quarta-feira (09), pelo Gaeco, quando foram presos o deputado democrata, Mauro Savi, o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques e seu irmão, o advogado Pedro Zamar, ambos primos do governador tucano, Pedro Taques, e os empresários  José Kobori, que era diretor-presidente da EIG Mercados e os empresários Roque Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, que são donos da Santos Treinamento.

 

Na Bônus, Botelho foi citado porque teria supostamente articulado junto aos sócios da EIG, um pagamento para o empresário Roque Anildo Reinheiner, preso nesta segunda fase da operação. Segundo o parlamentar democrata, ele [Botelho] apenas teria dado uma boa ‘referência’ do empresário. 

 

Bastante nervoso após o depoiamento no Gaeco, o presidente do Parlamento evitou comentar sobre o pedido de afastamento do cargo, feito pelo Gaeco e negado pelo desembargador José Zuquim Nogueira. Mas admitiu que seu projeto de reeleição pode ter sido arranhado com a denúncia. 

 

E sobre a possibilidade da Assembleia Legislativa julgar a manutenção ou não da prisão do deputado democrata Mauro Savi, Botelho reafirmou que não conduzirá este processo, mas que a Casa de Leis já teria ingressado com mandato de segurança junto ao pleno do Tribunal de Justiça, para garantir este direito. O processo está sob relatoria do desembargador Juvenal Pereira da Silva. 

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