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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017, 11h:34 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após "Descarrilho", Wilson busca novos cenários para decidir sobre retomada do VLT

Por Lara Belizário/ Única News

 

(Foto: Gcom-MT)

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O secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos, afirmou que soluções para o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) é prioridade no governo. Durante entrevista a uma rádio na Capital, na manhã desta sexta-feira (11), Santos esclareceu que todos os cenários possíveis serão apresentados para que o governador Pedro Taques (PSDB), decida qual caminho seguir.

 

As negociações sobre a continuidade do VLT foram suspensas respeitando a decisão dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, que não aceitam que as obras do modal sejam retomadas sobre o comando do mesmo Consórcio e, ainda, após a realização da operação Descarrilho, deflagrada nesta última quarta-feira (09).

 

A 'Descarrilho' foi deflagrada pela Polícia Federal após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), sobre fraude no procedimento licitatório e lavagem de dinheiro, em tese ocorridos durante a escolha do VLT e sua execução em Várzea Grande e na Capital. Além de associação criminosa, corrupção ativa e passiva e peculato.

 

"Essa questão - continuidade ou não do VLT - já está sendo tratada como prioridade. Vamos apresentar ao governador vários cenários, entre eles, Parceria Público Privada (PPP), uma nova licitação e até mesmo a mudança para o Bus Rapid Transport (BRT). E, quem tem poder de decisão é o governador", afirmou o secretário.

 

Conforme Wilson, em dezembro de 2016, sua equipe recebeu a informação de que o consórcio teria pago propina ao ex-governador Silval Barbosa, durante as negociações para o VLT.

 

"Houve um momento em que ficamos sabendo que o consórcio pagou propina para Silval. Mesmo sem provas colocamos tudo na mesa e questionamos os empresários que negaram qualquer tipo de pagamento. Se eles tivessem confirmado não continuaríamos com as investigações", declarou Wilson.

 

De acordo com o secretário, com as novas informações e investigações, faz-se necessário procurar novas alternativas o mais rápido possível. Afim de que, a sociedade possa usufruir, o quanto antes, daquilo que já pagou.

 

"Temos vários cenários e eu, particularmente, desejo que isso seja feito de maneira rápida. Vamos ouvir alguns setores e definir, porque existem vários modelos diferentes no Brasil á fora. Então, vamos apresentar diferentes cenários para que o governador tenha segurança em decidir os próximos passos", garantiu Wilson Santos.

 

Nesta semana, diante da 'Descarrilho' o ministro de Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi (PP), voltou a defender, com força total, o Bus Rapid Transport entre Cuiabá e Várzea Grande.

 

Com 'um pepino deixado como herança para Taques', o ministro aconselhou o gestor tucano que a venda dos vagões poderia minimizar as perdas deixadas pelo modal. 'Não tenho os números atualizados, mas me parece uma saída [vender os vagões]. Ainda continuo achando que o BRT é mais econômico na implantação e no dia a dia para operar'.

 

O VLT tem 40 vagões que custaram R$ 497,9 milhões. Desses, pelo menos oito foram em compras superfaturadas, somando uma despesa desnecessária de R$ 120 milhões, classificados como prejuízo pelo Ministério Público Federal (MPF).

 

E ainda de acordo com as informações do MPF, os vagões foram comprados antecipadamente para facilitar o esquema de propina coordenado pelo ex-secretário da Secretaria Extraordinária da Copa, Maurício Guimarães, a mando do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

 

Operação Descarrilho

 

A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Cuiabá, um em Várzea Grande, um em Belo Horizonte (MG), um no Rio de Janeiro (RJ), um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo (SP) e dois em Curitiba (PR). A PF cumpre ainda um mandado de condução coercitiva na capital mato-grossense.

 

Além do ex-secretário da Copa, Maurício Guimarães, o empresário proprietário de uma factoring, Ricardo Bourbon Novis Neves foi alvo de mandados de busca e apreensão. A informação foi confirmada pelo advogado, Ricardo Monteiro.

 

A Polícia Federal chegou ao escritório do empresário, na Avenida Getúlio Vargas, região central de Cuiabá, levando computadores e documentos do local.

 

A operação está sendo conduzidas pelo delegado Wilson Rodrigues de Souza Filho e pelo procurador Vinícius Alexandre Fortes de Barros. O inquérito policial tramita perante à Justiça Federal. (Com informações da Rádio Capital FM 101,9)

 

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