Cuiabá, 15 de Julho de 2018

DESVIO MILIONÁRIO NO DETRAN

Terça-feira, 10 de Julho de 2018, 09h:54 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após amargar 2 derrotas, Kobori terá novo pedido de soltura analisado nesta quinta

Da Redação

(Foto: reprodução/Gazeta Digital)

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O desembargador José Zuquim Nogueira - relator das ações advindas das operações Bônus e Bereré -, que investigam esquema em licitações fraudulentas no Detran e que teria desviado pelo menos R$ 30 milhões no órgão - no período de 2009 a 2015 -, analisa nesta quinta-feira (12), um agravo regimental protocolado pela defesa do ex-diretor da EIG Mercados, Valter José Kobori, como forma de revogar sua prisão preventiva por medidas cautelares.

 

O ex-diretor completa nesta terça-feira (10), 62 dias preso. Com ele foram presos no último 9 de maio, o ex- secretário da Casa Civil, Paulo Taques, seu irmão, o advogado Pedro Zamar (ambos primos do governador Pedro Taques), o deputado democrata, Mauro Savi, além dos empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’.

 

A investigação apura esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina, promovidos pela empresa EIG Mercados, que prestava serviços ao Detran no registro de financiamento de veículos em alienação fiduciária, além de uma outra organização (Santos Treinamento) que lavava o dinheiro desviado.

 

O inquérito aponta que a EIG Mercados – que em 2009, chamava-se FDL Serviços -, repassava em torno de R$ 500 mil por mês de verbas obtidas pelo serviço que prestava ao Detran de Mato Grosso por meio da Santos Treinamento. A empresa era uma espécie de “sócia oculta” nos trabalhos realizados ao departamento estadual.

 

O dinheiro chegava a políticos do Estado - como o ex-governador Silval Barbosa, o deputado estadual Mauro Savi, além do ex-deputado federal Pedro Henry -, por meio de depósitos bancários e pagamentos em cheques promovidos pelos sócios da Santos Treinamento, como Claudemir Pereira, também conhecido como “Grilo”.

 

Em depoimento, o dono da EIG, José Ferreira, afirmou que autorizou Kobori a negociar o pagamento da propina com o governo de Pedro Taques (PSDB) a fim de manter o contrato firmado entre sua empresa e o Detran, durante a gestão do ex-governador Silva Barbosa. 

 

O ex-diretor havia dito que já havia combinado a manutenção do contrato com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, antes do resultado das eleições de 2014.

 

O homem que negociava

 

O ex-diretor já teve dois pedidos de liberdade negados pela Justiça. Em maio, o desembargador Zuquim, indeferiu o pedido alegando que "a peculiar natureza dos crimes e o modo em que se desenvolve a atividade, por si sós, não autorizam a revogação da prisão preventiva".

 

Em junho, a ministra da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, também negou o pedido de habeas corpus.

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