Cuiabá, 23 de Setembro de 2018

INDIGNADO COM DODGE

Quarta-feira, 28 de Março de 2018, 16h:21 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Ao responder procuradora, Antônio Joaquim diz que não é ladrão para pedir exoneração

Marisa Batalha

(Foto: Assessoria)

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O conselheiro afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Antônio Joaquim, não escondeu sua indignação com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao respondê-la nesta quarta-feira (28), que não era 'corrupto, nem tampouco ladrão' para pedir sua exoneração a toque de caixa do TCE. 

 

A resposta veio depois da sugestão da procuradora-geral - que no dia 22 de março disse em seu despacho -, que 'se o conselheiro tinha tanta pressa de se desincompatibilizar, de olho em uma possível disputa eleitoral, que ele o fizesse por meio de exoneração. E que não haveria nenhum impedimento para tanto'.

 

Ao negar o pedido e sem papa na língua, Dodge ainda foi 'curta e grossa', em seu despacho, afirmando em seu parecer, que o argumento de Antônio Joaquim - quanto ao pedido de urgência no processo de aposentaria -, 'não impressiona'.

 

Já o conselheiro afastado afirmou nesta quarta, que não tem como aceitar a sugestão da procuradora-geral, que de uma certa forma pareceu querer lhe acusar sem nenhuma prova material. 'Não posso me dar ao luxo de abrir mão desse direito. Eu e minha família dependemos dessa aposentadoria', disse.

 

Antônio Joaquim ainda esclareceu que contribuiu com a Previdência por mais de 37 anos e que teria idade acima da mínima exigida pela legislação para poder pleitear esse direito. 'Portanto, a mera condição de investigado, visto que não sou réu e que não há qualquer denúncia formal contra mim, não deveria sopesar um direito líquido e certo'. 

 

A resposta de Dodge veio, no entanto, depois que o próprio Antônio Joaquim já havia desistido de disputar algum cargo eletivo neste ano. Chegando a revelar no último dia 20 de março, sobre sua pretensão em voltar ao Tribunal de Contas. 

 

Todo o imbróglio teve início na corrida contra o tempo de Antônio Joaquim, que precisava de sua aposentadoria para disputar a Governadoria do Estado este ano. E, sobretudo, após criticar a demora na aprovação de seu pedido, já que o governador Pedro Taques (PSDB) havia, anteriormente, se recusado a assinar sua aposentadoria, encaminhando-a ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A alegação do gestor tucano, na época, para não assinar a aposentadoria, foi a operação Malebolge que afastou do TCE, cinco conselheiros - José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo, Valter Albano e Waldir Teis e Antônio Joaquim -, sob a suspeita de que teriam recebido R$ 53 milhões em propina, do ex-governador Silval Barbosa, para não travarem o andamento das obras da Copa de 2014.  Mesmo que o pedido de aposentadoria tenha sido requerido e protocolado no Tribunal no dia 12 de setembro de 2017, com parecer favorável da Casa.

 

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