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Sexta-feira, 29 de Junho de 2018, 08h:00 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Advogado quer investigação de viagem de vereador para Rússia; colegas rebatem

Da Redação

Foto: (Revolução)

vereador renivaldo

 

 

Após o vereador Renivaldo Nacimento (PSDB) ter se ausentado da Câmara para assistir a última rodada de jogos da Copa do Mundo de 2018, o advogado Ulysses Lacerda Moraes pediu ao procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, nesta quinta-feira (28), para que seja aberta investigação no Ministério Público Estadual (MPE) para apurar irregularidades na viagem do parlamentar. 

 

O vereador gravou um vídeo logo após o jogo entre Brasil e Sérvia, na tarde dessa quarta-feira (27) afirmando que a Câmara estava ciente de sua viagem para a Rússia. 

 

“Alô Cuiabá! Estamos aqui na Rússia, pé quente. Do bairro Dom Aquino para a Rússia. Quero aqui esclarecer que todos os vereadores sabiam que estou aqui para torcer com meu recurso. Aqui não tem dinheiro público pagando nada”, argumentou o parlamentar.

 

Renivaldo encerra a gravação, feita da arquibancada do Estádio Spartak de Moscou, afirmando que ama o povo cuiabano e que estará de volta à capital na próxima semana.

 

“E quero dizer que eu amo meu povo. É um cuiabano ao vivo e a cores assistindo a vitória do Brasil por 2 a 0, classificado para as oitavas de finais. Estarei a partir da próxima semana todos os dias no meu gabinete. Viva o Brasil e a Cuiabá dos 300 anos! ”, disse o tucano.

 

A polêmica se iniciou porque a chefe de gabinete Adelina Vilalva de Magalhães protocolou na terça-feira (26), na Casa um Ofício que cita o artigo 110, parágrafo 2º, inciso II do Regimento Interno da Câmara de Cuiabá. A intenção do tucano seria justificar a viagem para evitar um desconto em seu salário de R$ 15 mil.

 

Porém, Ulysses pede que, caso comprovada irregularidade, sejam descontadas as faltas do parlamentar. O advogado requer ainda a avaliação de possível aplicação de penalidades judiciais e administrativas.

 

De acordo com a legislação interna da Câmara de Cuiabá, o vereador que não comparecer às sessões ou, comparecendo, não participar da votação “terá descontado para cada ausência 1/8 da sua remuneração, caso não apresente justificativa no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contato do encerramento da sessão”.

 

Os vereadores de Cuiabá Mário Nadaf (PV), e Adevair Cabral (PSDB) saíram em defesa do colega Renivaldo Nascimento (PSDB) usando de argumentos à Mesa Diretora da Casa para evitar cortes no ponto e consequentemente desconto no salário do parlamentar. 

 

Durante a defesa na tribuna, Mário Nadaf se atentou para o fato da justificativa do colega, que precisa ser investigada pela Mesa Diretora da Casa.

 

“O que não é permitido numa República, é a justificativa do vereador é que estava no exercício do mandato, isso cabe à Mesa Diretora investigar se isso corresponde à realidade e ponto final”, destacou.

 

Segundo Nadaf, com relação à viagem, o vereador “faz o que bem entender”, se o dinheiro sair do bolso dele.   

 

“Eu faço o que eu quiser com meu dinheiro, vou até para lua e ninguém pode me impedir. O que eu faço com meu dinheiro, o eleitor que me respeite, eu vou a quatro Copas, cada um faz o que gosta”, encerrou.

 

Já Adevair Cabral argumentou que a justificativa de viagem a trabalho, usada pelo colega, teria sido um mero erro formal. No entendimento dele, Renivaldo “tem todo direito de assistir os jogos”, desde que seja com o seu dinheiro.

 

“Sem usar dinheiro público da Casa de Leis, e se a Câmara Municipal cortar o ponto dele, já que ele não veio trabalhar, eu pergunto, o que tem demais nisso? ”, questionou o parlamentar durante a sessão plenária desta quinta-feira (28).

 

Cabral também disse que vê um “falso moralismo da sociedade”, em relação à viagem do colega. Ele reclamou de certa perseguição à classe política, pois vereador “é uma pessoa comum que também tem suas vontades e direitos”.

 

“O que vi aí foi um falso moralismo da sociedade, com relação a uma pessoa que viajou com o seu próprio recurso, é um direito dele. Porque todos podem, menos político não pode nada”, criticou o parlamentar.

 

 

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