Cuiabá, 15 de Novembro de 2019

POLÍTICA
Quinta-feira, 10 de Outubro de 2019, 15h:38

FAKE PAPER

Advogado preso diz que operação da Defaz é "fantasiosa" e não passa de "showzinho"

Claryssa Amorim
Única News

(Foto: Reprodução)

O advogado Anilton Gomes Rodrigues, preso nessa quarta-feira (9) na Operação “Fake Paper”, disse que a prisão não passa de um “showzinho” e uma ação “fantasiosa” da Delegacia Fazendária (Defaz).

A operação investiga organização criminosa que desviou R$ 337.337.930,11 milhões com documentos público falsos, que seriam notas frias, por meio de empresas de fachada.

“É uma operação fantasiosa, um showzinho que a delegacia está fazendo. Não tem sonegação fiscal nenhuma, não existe empresa fantasma. Eles estão acusando produtores rurais de ter sonegado imposto, inclusive, de produtos que nem tributado é”, declarou Anilton.

O advogado negou todas as acusações e ressaltou que está sendo preso injustamente, pois só está defendendo os produtores rurais e contribuintes. Ele é apontado pela operação como um dos líderes do esquema. “Estou sendo preso aqui, porque estou defendendo produtores rurais e contribuintes contra o arbítrio da Secretaria de Fazenda e de controles fiscais”.

Anilton passou por audiência de custódia ainda na quarta-feira e teve a prisão mantida por decisão do juiz Jorge Luiz Tadeu, da Sétima Vara Criminal. Além da sua prisão, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão com o objetivo de encontrar documentos que contém extratos, recibos, notas fiscais, etc.

A operação

A operação investiga uma organização criminosa que, através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso, promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. Da S. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

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