Cuiabá, 25 de Fevereiro de 2018

CONFUSÃO NA CÂMARA

Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2018, 15h:39 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Adevair rebate obstrução em CPI e tenta justificar ofício parado em seu gabinete

Wellyngton Souza

(Foto: Reprodução)

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O vereador e relator da CPI do Paletó, Adevair Cabral (PSDB), que compõe a base aliada do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na Câmara, rebateu as denúncias de suposta obstrução para tentar atrapalhar as investigações contra o chefe do Executivo.

 

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, na TV Vila Real, na tarde desta sexta (9), o parlamentar se mostrou bastante desconfortável em falar sobre o assunto e disse que não cometeu nenhum tipo de crime. Exaltado, Adevair ressaltou que os colegas da oposição ao prefeito, estão tirando proveito para fazerem ‘politicagem’.

 

"Umas das pessoas que mais quer a CPI sou eu. Quem não quer são eles que estão fazendo politicagem e se aproveitando da situação. Eu sou tipo de vereador que não aceita essa coisa das pessoas fazerem palanque político. Como eu combate essa atitude, eles querem que eu saia e isso não vai acontecer. Eu não pedi para fazer parte da comissão, me escolheram", declarou.

 

O vereador Diego Guimarães (PP) e a ONG Imoral, protocolaram nesta quinta (8), uma representação contra Adevair na Comissão de Ética da Câmara, para que seja investigado por obstrução na CPI do Paletó, que apura conduta do prefeito citado na delação premiada do ex-governador, Silval Barbosa.

 

Emanuel Pinheiro foi flagrado, à época em que era deputado estadual, enchendo os bolsos do paletó com maços de dinheiro, origem que deu nome à investigação. Dinheiro de um suposto mensalinho, pago pelo ex-governador Silval Barbosa, por meio de seu chefe de gabinete, Silvio Cezar, para que os parlamentares mantivessem a governabilidade na Assembleia Legislativa, aprovando mensagens de interesse do Governo e evitando maiores críticas à gestão do peemedebista. Sobretudo que ficasse à distância dos desvios que vinham sendo realizados pelo ex-governador, nas obras da Copa.

 

A primeira oitiva na CPI estava prevista para acontecer nesta quarta (7), com servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso, responsável por instalar câmera que flagrou deputados recebendo e cobrando dinheiro na sala do então chefe de gabinete do ex-governador, Silvio Cézar.

 

Um ofício comunicando ausência do servidor, que era para ter sido entregue no gabinete do presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), foi parar na sala de Adevair Cabral. O documento só veio à público na véspera do depoimento e com isso, causou tumulto na Câmara com os vereadores trocando acusações. 

 

Valdecir foi notificado no dia 11 de janeiro para comparecer a oitiva. O documento entregue no gabinete de Adevair, no dia 29 do mesmo mês, informava o motivo da ausência do servidor. Ele comunicou que estaria em viagem com a família e sugeriu para que uma nova data fosse agendada para prestar depoimento.

 

Adevair rebateu às acusações alegando que tentou, por diversas vezes, entrar em contato com o presidente da Comissão, mas as ligações não foram retornadas e nem as mensagens pelo WhatsApp respondidas. O parlamentar declarou ainda que procurou Mário Nadaf (PV) que é membro da Comissão, mas que também não teve sucesso.

 

"Peguei um documento que me interessa, pois sou relator e os documentos precisam ficar comigo, pois dei publicidade ao ofício. Assim que o recebi, liguei a tarde toda para o presidente da Comissão e ele [Marcelo Bussiki] não me atendeu, mandei mensagem e não me respondeu. Mandei o documento via WhatsApp e nada. Mandei para Mário Nadaf, para o presidente da Câmara e para o grupo dos WhatsApp de todos os vereadores da Câmara", ressaltou. 

 

O parlamentar garantiu que irá provar sua inocência declarou ser perseguido na Casa de Leis. "Não tenho receio de nada, pois não cometi nenhum crime e não fiz nada de errado. Tenho sido alvo dos vereadores dentro da Câmara", comentou, assegurando ainda que irá pedir a cassação de seus colegas. "Quando tudo isso estiver esclarecido eu vou pedir a cassação deles, o afastamento por injúria e difamação pelo meu nome. Vou provar que não tenho nada com isso", finalizou.

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