Cuiabá, 21 de Novembro de 2017

POR MELHORIAS NA SAÚDE

Quarta-feira, 08 de Novembro de 2017, 19h:54 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Unidade prisional desiste da greve de fome; 14 continuam

Rayane Alves e Lara Belizário

(Foto: Reprodução)

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O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen), João Batista, afirmou que uma unidade prisional no Estado voltou atrás e parou com a greve de fome. Até a tarde desta quarta-feira (08), as outras 14 unidades continuam com a greve confirmada. Os detentos reivindicam melhorias na saúde, alimentação e ressaltam a superlotação nas unidades.

 

A paralização começou no último domingo (05), e foi confirmada na segunda-feira (06), após um anúncio de 'salve geral', que convidou os presidiários a causa. Conforme Batista, a orientação partiu do Comando Vermelho, outras unidades nos estados do Acre, Rio de Janeiro e Tocantis, também aderiram ao chamado.

 

Conforme informações, as visitas de cada unidade continuam com fluxo normal, como sempre existiram. "Por enquanto, não tem ameaça, as visitas normais estão autorizadas. Eles entram com comida e os detentos consomem até a próxima visita. Não estão usando nada do estado, nem alimento, atendimento de defensor publico, audiência. Só consomem a agua", afirmou o presidente do sindicato.

 

Batista assegurou que, até o momento, a greve está na fase de pacificação, pois os detentos ainda aguardam bons resultados como resposta a paralisação. Conforme o juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidelis, as solicitações devem ser atendidas pelo Estado, afinal os problemas nas unidades fazem parte da realidade do Sistema Prisional.

 

"Acredito que mais para a frente ou eles recuam ou radicalizam. Por isso, estamos monitorando para garantir que eles não adotam uma ação mais radical", afirmou o presidente do sindicato, ao ser questionado sobre o futuro da greve.

 

O sindicalista reiterou que as petições dos presidiários já estavam há algum tempo em pauta nas negociações do sindicato por melhoria. A categoria assegurou que a questão da saúde já se encontra em sua lista de preocupações, pois a situação nas unidades é precária. "Algumas doenças acabam se proliferando no sistema penitenciário. Então, nós temos pedido sempre mais atenção à saúde", afirmou Batista.

 

O presidente do sindicato ainda acrescentou que, só na Penitenciária Central de Cuiabá, até o momento, aproximadamente 60 presos tiveram tuberculose. No entanto, não descartou o aumento desse número. "Esses 60 são aqueles que chegam e falam que estão com sintomas. Acredito que, se realizarem uma busca, talvez encontrem um número maior de infectados".

 

 

 

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