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Terça-feira, 17 de Abril de 2018, 10h:08 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Pai que teria se jogado com filho, só pulou para tentar salvá-lo

Da Redação

(Foto: Arquivo produção)

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Inquérito conclui que o pai Magno Ferreira de Moraes, 25, morreu afogado ao pular em rio e tentar salvar o filho, 4, que também morreu em 28 de janeiro deste ano no Rio Cuiabá. Na época, a esposa de Magno e mãe da criança declarou a polícia que o marido se jogou no rio abraçado com o filho para se suicidar. 

 

O inquérito policial instaurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) com as investigações pela delegada da polícia civil, Ana Cristina Felder, apontaram que a declaração apresentada pela mãe, 26, que era a única testeminha no local, teria sido inventada. 

 

Durante os meses de investigações, ao ser questionada pela delegada aos fatos, a esposa acabou confessando que teria inventado a história para que não sofresse julgamento de uma mãe relapsa. 

 

“Os trabalhos de investigação demonstraram que a família estava no rio, em uma canoa, quando o menor soltou da mão da mãe, escorregou e caiu no rio. Neste momento, Magno teria pulado para tentar salvar o filho e também desapareceu na água. Como ela não tentou salvar o menino também, por não saber nadar, disse que pensou que pudesse ser criticada, o que a motivou a inventar a história do suicídio. Declarou também que Magno era um excelente pai e marido”, explica a delegada Ana Cristina.

 

Segunda a delegada, pela frieza apresentada pela mãe na versão fantasiosa durante as investigações, foi pedido um laudo de sanidade mental da mãe do menor junto à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para avalisar distúrbios psiquiátricos.

 

A delegada explica ainda que o laudo solicitado poderá auxiliar na investigação para apontar com certeza se a mãe é consciente em avaliar a gravidade de sua acusação inicial, se sente remorso ou culpa por denegrir a imagem do pai, se sente culpada pela morte do filho, além de concluirmos que tem compreensão do cuidado e cautela necessários para cuidar de uma criança na beira de um rio. 

 

“Buscamos ainda avaliar se por eventual falta de conhecimento, ou sanidade mental, ela possa ter contribuído de alguma forma para que o menor caísse no rio”, afirma a delegada.

 

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