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Domingo, 10 de Junho de 2018, 15h:19 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Padrasto que degolou enteado tem pedido de exame de sanidade mental negado

Da Redação

(Foto: Divulgação)

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Jazonias Araújo dos Santos, 45, que foi preso por degolar os dois enteados, ocasionando a morte de um deles, teve o pedido de exame para comprovar “insanidade mental” negado pelo juiz Vagner Dupim Dias, da 3ª Vara Criminal em Juína (735 km a noroeste de Cuiabá).

 

Jazonias matou a facadas o enteado Cristian Marques da Silva de 17 anos e esfaqueou o irmão da vítima de 15 anos, que é deficiente físico e foi encontrado com cortes no pescoço e na cabeça. 

O crime aconteceu na madrugada de 16 de outubro de 2017.

 

Ao negar o pedido do exame, o juiz destacou que as frases apresentadas pela defesa são isoladas e não fazem parte do contexto de doença mental.

 

“Indefiro o pleito de realização de exame de insanidade mental do acusado, nos termos do art. 149, caput, do CPP, tendo em vista a inexistência de indícios razoáveis que retratem algum distúrbio mental, cujas eventuais frases soltas trazidas pela Defesa são isoladas do contexto de doença mental”, decidiu.

 

Após o crime, Jazonias enviou áudios para a ex-mulher por meio do aplicativo WhatsApp, onde relatou o corrido. “Você gostou de ver seus dois filhos mortos? Gostou? Eu amei matar”, afirma o agressor em um dos áudios.

 

De acordo com o magistrado, a gravidade e o fato de ter planejado a execução das vítimas, além das ameaças feitas anteriormente, são provas suficientes de que ele tinha plena consciência dos crimes cometidos. A decisão foi dada no dia 30 de maio desse ano.

 

Diante das alegações das testemunhas, a defesa de Jazonias fez o pedido de exame referente a seu estado mental. Dentre os relatos, está o fato de que não é comum um réu confessar, com detalhes, os crimes cometidos ainda dentro da viatura.

 

“Tinha acesso de raiva sem motivo aparente baseado apenas em algum tipo de ciúme bobo, que ele já havia ameaçado matar todo mundo, tentou matar duas vezes sua filha e sempre foi desequilibrado, e ainda, sendo dito pela genitora das vítimas que o acusado colocou fogo em suas roupas e que uma pessoa dessa não é normal”, havia pontuado a defesa.

 

O CRIME

 

O crime brutal ocorreu no dia 16 de outubro de 2017, na residência das vítimas, no bairro Módulo 5, em Juína (a 735 km de Cuiabá).  “Seus filhos queridos. Você vai sofrer o resto da vida e vai lembrar o que fez comigo quando botou chifre em mim, viu, você vai lembrar e chorar", diz em uma das mensagens que foi enviada a mãe das vítimas.

 

Jazonias alega ainda que a mulher vai se arrepender do que fez com ele. "Você vai dizer que não poderia ter feito isso comigo, de ter colocado chifre em mim".

 

De acordo com informações da Polícia Militar, Jazonias não tinha uma boa relação com os garotos. Ele não teria aceitado o fim do relacionamento com a mãe das vítimas e executou eles como vingança. Em outra mensagem, o suspeito revelou que amou matar o rapaz. "Você gostou de ver os seus dois filhos mortos? Gostou? Eu amei matar".

 

O corpo foi encontrado pela mãe das vítimas ao chegar no local. Segundo a PM, a mulher recebeu uma ligação do tio dos garotos e afirmou que os filhos foram assassinados a facadas. O jovem Cristian Marques da Silva, de 17 anos, foi encontrado degolado em cima da cama.

 

Já o outro menor, de 15 anos, estava no sofá da sala com cortes na região do pescoço e da cabeça. Ele chegou a ser socorrido e passa bem. Assim que foi preso, Jazonias afirmou que teve um ataque de fúria após uma discussão com a mulher.

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