Cuiabá, 23 de Setembro de 2018

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2018, 10h:53 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Juiz determina que índias suspeitas de enterrar bebê viva, usem tornozeleira eletrônica

Claryssa Amorim

(Foto: reprodução)

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A bisavó Kutsamin Kamayura, de 57 anos, e a avó Tapoalu Kamayura, de 33 anos, suspeitas de enterrar viva a recém-nascida Analu Paluni Kamayaura Trumai, terão que usar a tornozeleira eletrônica. A decisão foi do juiz de Canarana, Darwin de Souza Pontes, após receber informações de que as duas índias não foram levadas para uma unidade da Fundação Nacional dos Índios (Funai), mas sim para uma aldeia.

 

As duas são suspeitas de enterrar viva a recém-nascida, no dia 5 de junho em Canarana (a 838 km de Cuiabá), logo após seu nascimento. Analu é filha da adolescente de 15 anos com um índio de outra etnia. 

 

Segundo as investigações, o crime foi motivado pelo fato da mãe da bebê, uma adolescente indígena, de 15 anos, ser solteira. A avó e a bisavó da criança que premeditaram e planejaram  o que seria feito com o bebê logo depois do parto, seguem presas.

 

Segundo o juiz, a sede da Funai em Gaúcha do Norte (a 595 km de Cuiabá), não está ativa e Kutsamin e Tapoalu foram levadas a uma aldeia. Ele disse ainda que "teria a premissa postulada, em princípio, falsa, se não há a sede, a medida não pode ser cumprida da forma em que apresentada postulada a Funai".

 

As duas devem ser transferidas para a Funai no município de Canarana em até três dias, além de utilizarem tornozeleira eletrônica para a fiscalização das índias.

 

A bisavó foi presa no dia 5 de junho por ser apontada como a responsável em cavar uma cova de 50 centímetros e enterrar a bisneta viva, após o nascimento. De acordo com a Polícia Civil, após a audiência de custódia, na quarta-feira (6), ela foi encaminhada para o presídio de Nova Xavantina (a 651 km de Cuiabá).

 

 

O caso

 

A índia recém-nascida com menos de 24 horas de vida, foi resgatada após 7 horas enterrada viva, nesta terça-feira (5), em Canarana. Segundo a Polícia Militar, a mãe de 15 anos, relatou que ao dar à luz no banheiro de sua residência, a menina teria caído no chão e acreditou que estaria morta.

 

Em depoimento, a mãe Maialla Paluni Kamayaura Trumai, de 15 anos, declarou que tem interesse em ficar com a filha recém-nascida que está sob a tutela do Estado, após ser resgatada pela Polícia Militar com mais de 7 horas em baixo da terra.

 

Há 16 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Analu Paluni está reagindo bem ao tratamento, porém o seu estado de saúde continua sendo considerado grave, ainda que possa ser diagnosticado como estável.  A informação é do boletim médico divulgado pela Santa Casa. A bebê, infelizmente, continua com insuficiência renal aguda e fazendo diálise peritonial.   

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