Cuiabá, 19 de Agosto de 2018

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Sábado, 12 de Maio de 2018, 09h:56 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Família diz ao delegado que menina se "fingiu de morta", após estrupo para se livrar do tio

Da Redação

(Foto: divulgação)

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O delegado Cláudio Álvares de Santana, responsável pelo inquérito que investiga o caso da menina de 6 anos que foi estuprada pelo tio Gelson José Costa Marques, de 27 anos, informou que em depoimento, familiares da criança disseram que há possibilidade dela ter "fingido estar morta". De acordo com o delegado da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso de Várzea Grande, foi a única maneira dela tentar espacar do tio. 

 

No último sábado (5), a menina de 6 anos foi estuprada pelo tio, conhecido como "Neguinho", no bairro Jardim das Palmeiras em Várzea grande (região metropolitana de Cuiabá). Neguinho chamou a menina para pegar laranjas em um terreno baldio ao lado casa dos pais e avós, num matagal, onde praticou o estupro. Após a ação, o tio tentou enforcá-la e a ameaçou dizendo que a mataria se contasse para alguém e ainda bateu sua cabeça contra o muro. 

 

Conforme ainda o delegado, familiares foram ouvidos que deram a "versão deles" e será apurada a afirmação dos mesmos de a menina teria se "fingido de morta". Achano que ela teria morrido com o enforcamento e as pancadas da cabeça na parede, o tio a deixou no matagal e fugiu do local. 

 

“Essa versão é dos familiares dada a nossa equipe de policiais, de que a criança só não foi morta porque teria se fingido. O suspeito acreditou que ela já estava morte e por isso fugiu do local. Outro ponto é de que estávamos aguardando o resultado da perícia da Politec, para saber se havia restos de vegetais dentro do corpo da menina”, disse em entrevistas.

 

Além da brutalidade do crime, o caso ganhou repercussão após o tio confessar o crime descrevendo com detalhes como foi o estupro com tanta frieza. Ele declarou ao delgado que “sentiu que estava rasgando ela, mas não queria parar”.

 

Para o delegado, se confirmado, o ato de introduzir um pedaço de pau na vítima foi uma tentativa de “forjar” o estupro.

 

Gelson contou que a conjunção carnal durou cerca de 2 minutos. A menor conseguiu se levantar e voltar para casa, foi quando a mãe rapidamente a socorreu e levou para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) e precisou passar por duas cirurgias, no entanto não corre mais risco de morte. Ela foi transferida para o Hospital Julio Muller e continua internada. 

 

O caso

 

O réu confesso, Gelson José, depois de ser preso na segunda-feira (07), surpreendeu os policiais, escrivão e delegado ao revelar detalhes ‘escabrosos’ do estupro contra a sobrinha. Segundo o delegado Cláudio, o tio da garota não mostrou em nenhum momento arrependimento.

 

A vítima teve a vagina dilacerada e foi diagnosticada com rompimento de órgãos, precisando passar por cirurgia de reconstituição vaginal e ainda parar uma hemorragia interna não só por ter penetrado a criança com um pau, mas ainda tê-la agredido por diversas vezes. E depois abandonando-a no matagal, próximo a residência dos pais, por acreditar que a garota já estivesse morta.

 

“Quando chegaram ao terreno baldio perto da residência, ele a derrubou no chão, a segurou pelo pescoço e praticou o ato sexual, que foi a penetração na criança. Ele falou que ela estava consciente e que a enforcou para que ela parasse de gritar. Mas, disse que enquanto ele estava lá, em hora nenhuma a criança desmaiou," explicou o delegado. 

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