Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Sexta-feira, 27 de Julho de 2018, 09h:37 - IMPRIMIR | comentar (01)
A | A

compartilhar

Ex-coronel e 4 militares ligados a esquema de grampos depõem hoje

Da Redação

(Foto: Reprodução/Web)

PM Zaqueu.jpg

 

Depoimentos de cinco militares acusados de participar do esquema de escutas clandestinas começam a ser ouvidos, nesta sexta-feira (27), na 11ª Vara Criminal da Justiça Militar de Cuiabá. Quem estará ouvindo os depoimentos é o juiz responsável por julgar os militares, o Murilo Moura Mesquita.

 

Serão ouvidos os coronéis Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar, Evandro Lesco, ex-secretário de Estado, Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Júnior. Todos eles são réus na ação.

 

O cabo Gerson e o coronel Evandro Lesco concordaram em colaborar com as investigações antes de o processo envolvendo os civis supostamente envolvidos no caso, ser remetido ao Superior Tribunal de Justiça.  

 

Durante todo o dia, o juiz deve ouvir os cinco envolvidos na "grampolândia pantaneira". 

 

A existência da suposta rede clandestina de grampos telefônicos em Mato Grosso, veio à tona no dia 11 de maio, quando o governo do Estado anunciou a exoneração do ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. Sua saída foi anunciada como um acordo entre Paulo e seu primo, o governador Pedro Taques (PSDB), para que o homem forte do Executivo deixasse o Palácio Paiaguás e cuidasse pessoalmente das investigações envolvendo a suposta “arapongagem”. 

 

No dia 23 de maio, o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Especializada em Crimes Militares de Cuiabá, determinou a prisão preventiva do ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, que teria atuado não só como mandante, mas como o responsável por manter contato pessoal com magistrados para viabilizar a quebra de sigilo telefônico ilegal em Mato Grosso.

 

Entenda o caso

 

O caso denunciado pelo ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), o promotor de Justiça Mauro Zaque, apontou que membros da Polícia Militar aproveitaram uma investigação relacionada ao tráfico de drogas na região de Cáceres (a 250 km de Cuiabá), para inserir números telefônicos de políticos adversários ao governo, médicos, advogados, parlamentares, jornalistas, servidores públicos e até desembargador aposentado de Mato Grosso, em um pedido de quebra de sigilo.

 

O requerimento para as interceptações teria sido encaminhado ao MPE, que por sua vez formalizou a solicitação à Justiça estadual. A autorização teria partido do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, que não teria tido conhecimento de que nem todos os números relacionados pela PM estavam relacionados com o crime tratado no processo.

 

A lista de grampeados é composta, até mesmo, por uma empresária que teria tido um relacionamento amoroso com o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, Tatiane Sangalli.

 

As interceptações ocorreram em uma manobra denominada “barriga de aluguel”, onde é pedido à Justiça autorização para interceptar os telefones de pessoas que não são investigadas, nesse caso, junto com os de integrantes da quadrilha de tráfico de drogas.

Fb

Compartilhe esta notícia com os seus amigos

0 Comentário(s).

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

COMENTAR ESTA MATÉRIA
FECHAR

Edição Atual

Ed. Nov 2018 Revista Única

ASSINAR LER A REVISTA MAIS



vídeo publicidade


Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731 - Cuiabá MT

arte@unicanews.com.br