Cuiabá, 21 de Agosto de 2018

CRIME ORQUESTRADO

Quarta-feira, 13 de Junho de 2018, 16h:52 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Continua na UTI e em estado grave, bebê indígena enterrada viva

Elloise Guedes

(Foto: Abelha Táxi Aéreo)

bebe indigena

 

A recém-nascida indígena que foi enterrada viva pela bisavó, no último dia (5), continua em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva - (UTI) Neonatal -, da Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá. 

 

A direção do hospital informou ao site Única News, nesta quarta-feira (13), que a bebê apesar da gravidade, está com um quadro estável. Mas continua com insuficiência renal aguda e fazendo diálise. 

 

Também houve uma redução na dose dos medicamentos da bebê, mas ela permanece sob sedação e respirando por aparelhos.

 

A recém-nascida passou por uma cirurgia na sexta-feira (8), para passagem de cateter, para fazer diálise peritonial, após apresentar um quadro de insuficiência renal. Ela foi transferida para a Santa Casa na noite da última quarta-feira (6), onde foi diagnosticada com insuficiência renal e por isso começou a fazer tratamento de diálise, já que os rins não estariam funcionando. 

 

A criança ficou sete horas enterrada e foi inicialmente internada no Hospital Regional de Água Boa (a 736 km de Cuiabá). A transferência do município de Água Boa para a capital, foi por meio de UTI aérea, com helicóptero do governo de Mato Grosso.

 

(Foto: PJC)

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 Já a bisavó, Kutsamin Kamayura de 57 anos, que enterrou a neta, vai responder por tentativa de homicídio.  O juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara Criminal e Cível de Canarana, recebeu e aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual, nesta última terça-feira (12), contra Kutsamin, por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Ela foi denunciada pelo MPE na segunda-feira (11).

 

De acordo com o MP, ao enterrar a recém-nascida, Kutsamin tentou matá-la asfixiada. E ainda que testemunhas relataram que a conduta criminosa foi premeditada e orquestrada semanas antes ao nascimento da pois a bisavó e a avó da bebê cavaram uma cova de 50 centímetros nos fundos da residência, ainda de manhã. 

 

 Kutsamin Kamayura cumpre a prisão preventiva na Fundação Nacional do Índio (Funai) em Gaúcha do Norte. Além da bisavó, a avó da bebê continua presa. 

 

“Preenchidos os requisitos legais, recebo a denúncia, na forma em que foi posta em juízo”, decidiu Darwin de Souza.  

 

 

 O caso

 

(Foto: Polícia Militar)

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Analu Paluni Kamayura Trumai foi enterrada viva com menos de 24 horas de vida e resgatada após 7 horas de baixo da terra, na última terça-feira (4), em Canarana. A bebê vem de família indígena. 

 

A polícia informou que recebeu denúncia anônima de que a família teria enterrado uma bebê, possivelmente ainda viva. A família é da etnia de uma das 19 que vivem no Parque Nacional do Xingu. 

 

A família indígena ainda relatou à polícia o que teria feito, dizendo que havia enrolado a bebê em um pano e a enterrado, acreditando que estava morta. Ao dar à luz no banheiro, por volta de 12h, a mãe não teria conseguido segurar o bebê e ela caiu no chão. Com isso, a mãe acreditou que a criança teria morrido.

 

O caso ganhou tanta repercussão que e o senador José Medeiros (Pode), informou  que a CPI dos Maus-Tratos, da qual é relator, no Congresso Nacional, vai realizar diligência nos próximos dias para investigar o caso de bebê indígena enterrada viva. 

 

“Estamos diante de um tremendo absurdo! Um fato lamentável e que não ficará impune por esta CPI. Essa e outras denúncias serão investigadas por mim e pelo senador Magno Malta, na diligência que faremos em Mato Grosso”, afirmou.

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