Cuiabá, 14 de Novembro de 2018

PLÁSTICA PARA TODOS

Sexta-feira, 18 de Maio de 2018, 10h:21 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Com morte de jovem, hospital coloca fim às cirurgias plásticas na unidade

Claryssa Amorim

(Foto: divulgação)

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Após morte da paciente Daniele Bueno, o Hospital Militar suspendeu o contrato com a empresa que oferece o programa "Plástica para Todos". Daniele se submeteu a duas cirurgias plásticas no dia 11 de maio e após dois dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ela sofreu parada cardíaca e morreu. 

 

O diretor presidente da unidade militar, coronel Ricardo Almeida Gil, informou por meio de nota à imprensa, que a decisão da suspensão do contrato temporariamente foi tomada esta semana. 

 

"O entendimento e orientação da suspensão temporária do contrato é para que possamos ficar à disposição das autoridade constituídas", cita trecho da nota.

 

O advogado de defesa dos médicos do programa, emitiu nota a imprensa na semana passada alegando que todos os profissionais envolvidos no dia são credenciados junto ao Conselho Regional de Medicina em Mato Grosso (CRM). 

 

Ainda em nota, o programa Plástica para Todos, destacou que todo procedimento cirúrgico em geral tem risco de morte e que as causas nem sempre estão associadas à ocorrência de erros médicos ou de equipes multidisciplinares de saúde.

 

No entanto, a presidente do Conselho de Medicina, Maria de Fátima, rebateu a informação afirmando que em Mato Grosso, há apenas dois médicos cadastrados no programa Plástica para Todos, porém, nenhum tem licença para operar como cirurgiões plásticos no Estado.  

 

(Foto: divulgação/Facebook)

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A morte

 

Na sexta-feira (11), Daniele fez uma postagem em um grupo de mamoplastia no Facebook dizendo que iria operar pelo Programa Plástica para Todos. Ela teria colocado 'silicone nos ceios'. Daniele passou por cirurgias de lipoescultura e mamoplastia, na sexta-feira, pelo custo de R$ 7 mil.

 

Daniele que era formada em gastronomia e estética, teve conhecimento do médico que fez a cirurgia plástica por meio de um grupo no Facebook, cuja proposta é oferecer cirurgias plásticas a preços bem abaixo dos praticados no mercado.

 

O corpo de Daniele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde serão feitos exames para apurar a causa da morte. A família registrou uma denúncia na Polícia Civil. Segundo a polícia, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar as circunstâncias da morte de Daniele, sob a responsabilidade da delegada Juliana Palhares.

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