Cuiabá, 16 de Outubro de 2018

FREQUENTOU BOATE

Terça-feira, 18 de Setembro de 2018, 08h:07 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após suposta violação cautelar, advogado de cabo apresentará defesa nesta terça

Da Redação

(Foto: Reprodução)

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A Justiça Militar recebeu uma denúncia de que o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, acusado de participar do esquema da "Grampolândia Pantaneira", teria violado as exigências da medida cautelar e foi a uma casa noturna em horário incoerente com o monitoramento da tornozeleira eletrônica. Assim, a Justiça Militar acionou a defesa do cabo, Neyman Monteiro, para prestar esclarecimentos sobre a suspeita. 

 

Na decisão do dia 6 de setembro e publicada no Diário Eletrônico da Justiça, nesta segunda-feira (17), a violação cautelar foi comprovada e, portanto, a defesa de Gerson foi convocada a prestar esclarecimentos.

 

(Foto: divulgação)

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Segundo o advogado de defesa, Neyman Monteiro, ele deve protocolar os devidos esclarecimentos à Justiça, nesta terça-feira (18) e só amanhã dará uma reposta sobre o caso. 

 

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Gerson foi a uma boate com a esposa fora do horário estipulado pela Justiça.

 

Ainda não há informação a data exata em que ele teria frequentado a casa noturna, mas foi entre 23 e 31 de agosto.

 

Os oficiais de Justiça estiveram no casa noturna citada, por determinação do juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, para verificar no sistema de ingressos, se Gerson realmente esteve no local.

 

Escutas ilegais

 

O caso denunciado pelo ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), o promotor de Justiça Mauro Zaque, apontou que membros da Polícia Militar aproveitaram uma investigação relacionada ao tráfico de drogas na região de Cáceres (a 250 km de Cuiabá), para inserir números telefônicos de políticos adversários ao governo, médicos, advogados, parlamentares, jornalistas, servidores públicos e até desembargador aposentado de Mato Grosso, em um pedido de quebra de sigilo.

 

O requerimento para as interceptações teria sido encaminhado ao MPE, que por sua vez formalizou a solicitação à Justiça estadual. A autorização teria partido do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, que não teria tido conhecimento de que nem todos os números relacionados pela PM estavam relacionados com o crime tratado no processo.

 

A lista de grampeados é composta, até mesmo, por uma empresária que teria tido um relacionamento amoroso com o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, Tatiane Sangalli.

 

As interceptações ocorreram em uma manobra denominada “barriga de aluguel”, onde é pedido à Justiça autorização para interceptar os telefones de pessoas que não são investigadas, nesse caso, junto com os de integrantes da quadrilha de tráfico de drogas.

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