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Terça-feira, 09 de Outubro de 2018, 17h:03 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Após agressão a criança, mãe registra BO contra creche

Claryssa Amorim
Da Redação

(Foto: Reprodução/Web)

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Mãe de um aluno, de 5 anos, Thalyssa Amorim, registrou boletim de ocorrência e denunciou ao Conselho Tutelar do Estado, nesta segunda-feira (9), a agressão de uma professora da Creche Estadual Maria Eunice Duarte de Barros de Cuiabá, após o filho ter a boca cortada provocado por um “empurrão” da educadora. 

 

Conforme o boletim de ocorrência, a criança chegou em casa e relatou o ocorrido com a professora após o horário de almoço, momento em que as crianças deitam para dormir. O aluno não aceitou dormir e a professora teria empurrado a cabeça dele no colchão, causando um pequeno corte na boca. 

 

O caso aconteceu na última terça-feira (2) e no mesmo dia após a chegada do filho em casa, a mãe procurou a coordenadora da escola, por meio de Whatsapp e teriam marcado uma reunião para o dia seguinte. 

 

Segundo Thalyssa, a coordenadora pediu que deixasse o aluno “quietinho” e que a psicóloga iria conversar com ele, além de que iria observar a conduta da professora. Ela disse à mãe ainda que aplicaria uma advertência contra a professora e iria pegar as imagens da câmera para verificar o ato.

 

O pai do aluno também procurou a coordenadora, que informou que o ato da professora não foi intencional. No entanto, na última sexta-feira (5), a creche preparou aos alunos a “Festa do Pijama”. A mãe teria pegado algumas fotos no celular para olhar a participação do filho na festa e achou estranho o seu ato, após ele dizer que não queria que visse a sua professora nas imagens para depois não brigar com ela.

 

Foi então, que a mãe resolveu registrar boletim de ocorrência e em seguida denunciar o caso no 3º Conselho Tutelar do Estado, inclusive com a foto do corte na boca, após nada ser resolvido por parte da creche e não ter acesso as imagens das câmeras.

 

“A coordenadora me relatou que iria advertir a professora e iria olhar as imagens, mas não tive resposta dela. Ela pediu para eu deixar meu filho quietinho que a psicóloga iria conversar com ele e que o ato da professora não teria sido intencional”, relatou a mãe.

 

A mãe informou que o filho vai fazer dois anos na creche e não tem nada a reclamar, pois possuem alimentação saudável, acompanhamento com psicóloga, nutricionista, alfabetização. Porém, disse que ficou chateada sobre o ocorrido e espera que o caso seja resolvido sem causar traumas psicológicos, já que o filho tem demonstrado atitudes “estranhas”, segundo ela. 

 

“Chorei escondido do meu filho, porque ele me disse que não chorou na frente da professora e quando deitou no seu colchão caiu uma lágrima escondido. Uma mãe saber que seu filho poderia ter sofrido uma agressão, dói muito. Meu coração está em mil pedaços, pois os pais deixam as crianças na creche, confiantes que serão bem tratados e acontece isso”, argumentou Thalyssa. 

 

O site Única News procurou a coordenadora da escola e a mesma desconheceu o caso, informando-nos que não teria ocorrido nenhuma agressão. A coordenadora disse ainda que não foi notificada pelo Conselho Tutelar para tomar conhecimento do caso.

 

Já a Secretaria Estadual de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), informou que a professora foi afastada de sua função da sala de aula e está exercendo outras atividades na unidade. 

 

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

 

Leia a nota íntegra:

 

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) informa que a gestão da Creche Estadual Maria Eunice Duarte Barros está tomando todas as medidas necessárias para o esclarecimento do fato.

 

No primeiro momento, a servidora, que atua como Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI), foi afastada da função que exercia, sendo remanejada para executar outras tarefas na unidade.

 

O aluno está sendo acompanhado pela psicóloga da creche. O Conselho Tutelar também foi acionado e está tomando as medidas necessárias.

 

A Secretaria Adjunta de Gestão Escolar e Inovação ressalta que ainda não recebeu a denúncia contra a servidora, no entanto, vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso.

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