Cuiabá, 18 de Dezembro de 2018

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018, 06h:52 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Alegações finais do MPE pede condenação de 2 coronéis e cabo da PM

Da Redação

(Foto: Reprodução/Web)

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso apresentou nesta quarta-feira (3), as alegações finais no processo relacionado ao “Caso Grampolândia”. O órgão pediu a condenação dos dois coronéis da Polícia Militar, o Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco e, ainda o cabo da PM, Gerson Corrêa. 

 

Em relação ao Coronel Zaqueu Barbosa, que também é ex-comandante da PM no Estado, foi requerida a condenação pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e realização de operação militar sem ordem superior. Devido à continuidade delitiva da prática dos crimes, fator que ocasiona o aumento da pena, a  condenação pode chegar até 23 anos de prisão.


Nas alegações finais também foi solicitada a condenação do Cabo PM Gerson Correa, que foi considerado o principal operador das escutas telefônicas por falsificação de documento público e falsidade ideológica, cuja pena pode chegar até 18 anos de prisão, também devido à continuidade delitiva.

 

Já o ex-chefe da Casa Militar de Mato Grosso, Coronel Evandro Lesco, poderá ser condenado pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de três a cinco anos de reclusão.


Em relação aos outros envolvidos, CEL PM Ronelson Jorge de Barros e Tenente CEL PM Januário Antonio Edwiges Batista, o Ministério Público se posicionou pela absolvição. 

 

"Como parte do modus operandi, os denunciados CEL PM Zaqueu Barbosa, CEL PM Ronelson Jorge de Barros e CB PM Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, reiteradas vezes (em continuidade delitiva, por mais de sete vezes), emitiram documentos falsos, fazendo apor e constar, respectivamente, carimbos com rubricas falsas da Diretoria de Agência Central de Inteligência — DACI e cabeçalho do Núcleo de Inteligência (NI), visando atestar a oficiosidade ao referido Núcleo, criado de maneira irregular e para fins ilegais, para então representarem às autoridades judiciais da lª Vara Criminal da Comarca de Cáceres/MT e da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sinop/MT, medidas de quebra de sigilo e interceptação telefônica", cita trecho da alegação final do MPE.

 

 A Grampolândia

 

O esquema foi denunciado em 2015 pelo promotor de justiça, Mauro Zaque, ex-secretário de Estado de Segurança Pública, de Taques. E de acordo com Zaque - em entrevista dada ao programa Fantástico, da Rede Globo, em 14 de maio de 2017 -, o gestor tucano sabia da rede clandestina que teria grampeado adversários políticos em 2014, quando disputava a Governadoria.

 

Dentre eles estaria desde a deputada estadual, a emedebista Janaina Riva, até jornalista, empresários, advogados, juízes, médicos e mesmo uma ex-amante do ex-secretário-Chefe da Casa Civil, Paulo Taques, inclusive preso por conta dos grampos no ano passado e apontado pelo cabo Gerson como financiador do esquema. 

 

A matéria deu notoriedade nacional ao caso, após veiculação global e, sobretudo, porque foi pela primeira vez que Mauro Zaque teria falado publicamente sobre o assunto. Aliás, foi o promotor quem encaminhou a denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na reportagem, Zaque afirma que informou ao governador Pedro Taques (PSDB) a existência do esquema.  

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