Cuiabá, 18 de Setembro de 2018

NÃO HÁ PROVAS

Quinta-feira, 31 de Maio de 2018, 11h:42 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Advogado diz que juiz foi induzido por delegado para prender Marcelo VIP

Claryssa Amorim

(Foto: divulgação)

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Em entrevista à Única News, na manhã desta quinta-feira (31), o advogado Neyman Monteiro, disse que a prisão do seu cliente Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido como “Marcelo VIP” teria sido um equívoco. O juiz Geraldo Fernandes Fidélis, da Segunda Vara Criminal, determinou a soltura do golpista que deve sair ainda nesta quinta-feira (31).

 

Marcelo, de 42 anos, foi a inspiração do filme “VIPS – Histórias Reais de um Mentiroso” por ser um conhecido nacionalmente como um dos maiores golpistas do Brasil. Ele estava preso há 36 dias no Centro de Ressocialização de Cuiabá.

 

Segundo Neyman, o juiz Fidélis cometeu um equívoco ao expedir a prisão de Marcelo VIP e que ainda não teria justificativa em mantê-lo preso, pois não há provas.

 

"O juiz foi induzido pelo delegado que Marcelo teria cometido um crime. Segundo o delegado, meu cliente teria apresentado documentação falsa para continuar respondendo em liberdade”, disse o advogado à o Única News.

 

O golpista foi preso no dia 25 de abril em Cuiabá na operação Regressus, após investigações da Polícia Civil apontar que ele teria entregado documentos de empresa de fachada para comprovar que estava trabalhando e conseguir a progressão do regime de pena.

 

A defesa pontuou ainda que o juiz não questionou sobre provas de que a documentação seria falsa e logo expediu a prisão durante a operação “Regressus”.

 

“Nem mesmo o delegado conseguiu comprovar os crimes dito de que Marcelo teria apresentado documentos de fachada. Sendo assim, o juiz reconsiderou e determinou a soltura para hoje", declarou Neyman.

 

(Foto: Midia News)

marcelo vip.jpg

 

Segundo ainda a defesa, Marcelo já era pra estar solto desde a manhã desta quinta-feira (31), mas até o momento o oficial de Justiça não compareceu ainda à unidade prisional e aguardam a liberação dele.

 

"Estamos desde cedinho aqui esperando a liberação do Marcelo, mas ainda o oficial não chegou, sendo que já era pra estar aqui. Esperamos que até antes do almoço ele saia", pontuou o advogado.

 

Pedido de soltura

 

A defesa do golpista entrou com ação de soltura com o argumento de que a documentação apresentada à Justiça, não era falsa e que Marcelo não trabalhava para empresa de “fachada”.

 

Segundo ainda a defesa, não poderia ser usado como prova os documentos apresentados, pois já ocorreu a “prescrição administrativa”.

 

“Determino a expedição de alvará de soltura em favor do penitente Marcelo Nascimento Rocha, considerando que a existência de indícios da prática de crime anterior a concessão ao livramento condicional, conforme fartamente demonstrado, não dá ensejo a ordem de prisão”, concluiu Fidélis.

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