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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019, 16h:41

Funcionários de MT aderem à greve nacional contra privatização dos Correios

Elloise Guedes
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Funcionários dos Correios de Mato Grosso entraram em greve, após assembleia realizada na noite dessa terça-feira (10), em diferentes estados. A greve geral é por tempo indeterminado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT), Edmar dos Santos Leite, explicou que a greve é contra a privatização dos Correios no país. Além disso, os servidores cobram um acordo coletivo que está pendente com a empresa.

"A greve é principalmente contra a privatização da empresa anunciada pelo Governo e pela manutenção dos direitos do Acordo Coletivo de Trabalho", disse Edmar dos Santos.

Em agosto, o Governo Federal incluiu os Correios no Plano Nacional de Desestatização (PND) e inaugurou a fase de estudos para privatizar, total ou parcialmente, a empresa e outras 17 estatais. Contra esse plano, os funcionários decretaram greve em todo o Brasil.

Além de se colocarem contra a venda da empresa, os grevistas pedem reajuste salarial com reposição da inflação do período. Segundo eles, os representantes da empresa abandonaram as negociações e colocaram em risco os benefícios que os funcionários conquistaram nos últimos anos.

O sindicato diz que 30% do efetivo foi mantido na greve. Atualmente, Mato Grosso conta com 1,2 mil funcionários nos Correios.

A greve no estado abrange Cuiabá, Cáceres, Confresa, Alta Floresta, Nova Mutum, Tesouro, Luca do Rio Verde, Água Boa, Arenapolis, Rondonópolis, Mirassol do Oeste, Campo Novo do Parecis, Quatro Marcos, Araputanga e Tangará da Serra.

"Até que o Governo Federal restabeleça os direitos do Acordo Coletivo e retire os Correios do programa de privatizações, a greve não vai ter fim", afirmou o presidente do sindicato mato-grossense.

Por meio de nota, os Correios informaram que a greve não afeta os serviços de atendimento da estatal.

Veja a nota na íntegra

Os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.

No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população.


Fonte: Única News

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