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Mauro: não vou debater ‘Taques’, mas uma administração caótica e endividada

Luana Valetim e Marisa Batalha

(Foto: Assessoria do DEM)

Mauro Mendes e Jayme 1.jpg

 

O ex-prefeito de Cuiabá, o democrata Mauro Mendes, ao visto inaugurou em Mato Grosso, uma nova maneira de fazer política, possivelmente uma estratégia em tempos difíceis e de recursos curtos, como forma de reduzir os gastos de campanha. Assim, ainda que não se posicione em favor da oficialização da sua pré-candidatura, nesta quarta-feira (13) já começou a falar em ‘autorização ao seu partido, para a construção do seu projeto de disputa à Governadoria ao Estado’.

 

Sua preocupação – não sem motivos, já que como empresário vive às voltas ainda com a recuperação financeira de suas empresas -, Mendes se preocupa com recursos, que sejam capazes de construir uma boa estrutura financeira para tocar uma possível candidatura.

 

Assim, bem para além da sua viabilidade por meio das pesquisas, que o coloca como primeiro na opinião do eleitorado mato-grossense, na escolha ao comando do Palácio Paiaguás, Mendes em entrevista nesta quarta-feira (13), à Rádio Capital FM,  voltou a afirmar sobre a necessidade de construir uma candidatura, estabelecendo primeiro a viabilidade eleitoral, política e econômica.  

 

Lembrando que em reunião do partido, realizada nessa última segunda-feira (11), ele teria se colocado à disposição da sigla para continuar um debate entorno da possibilidade da legenda ter candidatos próprios na majoritária [Governo e Senado].

 

‘Tudo é uma questão de semântica. Ou seja, como as coisas são ditas. Oficialização de uma pré-candidatura agora significa cumprir etapas sem discutir o outro lado, como a viabilidade econômica que este processo exige. Ou seja, se assumo isto significa ter que ir às convenções, oficializar de vez a candidatura, me submeter aos debates e programas eleitorais e ainda esperar o resultado desta corrida, nas urnas, sem antes ter assegurado, de fato, como chegar lá financeiramente. Já que uma campanha eleitoral demanda custos e investimentos e o meu temor hoje é ficar com dívidas’. 

 

Preocupada, Mauro disse ainda que pretende trabalhar dentro da legalidade, sem a existência de caixa dois. Sobretudo, realizando uma corrida eleitoral sem a perspectiva de chegar, ao final, com quaisquer tipos de desvio ético ou com dívidas. Fato, ainda revela o ex-prefeito, que já ocorreu em Mato Grosso, causando problemas na administração pública.

 

Ao ser questionado sobre suas empresas, Mendes pontuou que após cumprir seu mandato em 2016, voltou sua atenção aos negócios, já que parte dele estava sob recuperação judicial e então, obviamente, foi cumprir seu papel como empresário e pai de família, cumprindo com seus deveres e colocando os compromissos em dia.

 

‘Este processo ainda não está finalizado, em se tratando da saúde financeira empresarial, mas estamos cumprindo rigorosamente aquilo que foi pactuado com nossos credores. Hoje nós temos uma empresa muito melhor do que a situação em que ela se encontrava em 2012.Estamos caminhando a passos largos para resolver definitivamente todos esses problemas”. 

 

E em um novo nível de discussão, um pouco longe das críticas ácidas feitas contra o governador Pedro Taques (PSDB), até há pouco tempo. E de quem, aliás, foi aliado por longas datas, Mauro afirma, no entanto, que não tem obrigação de apoiar eternamente alguém. E, sobretudo, que não quer discutir Taques, mas debater sobre o Estado”. 

 

‘Não quero mal a Taques, mas gosto muito mais de Mato Grosso do que qualquer eventual candidato que eu tenha um dia apoiado. Depois, não tenho compromisso de apoiar eternamente alguém’. 

 

Assim, ainda revela o ex-prefeito democrata, seu compromisso é abrir uma discussão sobre o que está aí. E o que ele observa é uma situação administrativa caótica e delicada, com dívidas enormes com os Poderes, por falta de repasses dos duodécimos. Saúde fragilizada, hospitais sem infraestrutura, municípios sem recursos, por atrasos na quitação dos repasses constitucionais e ainda dívidas altas com fornecedores. Salários do servidores sempre ultrapassando o mês. Ou seja, situações que revelam por si só de que há uma profunda desorganização na administração pública.

 

‘Não há dinheiro que dê, se você gasta mal ou perde o controle dos gastos’.


Fonte: Revista Única

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