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Pivetta diz que o Estado "não anda" por falta de uma gestão inteligente

Claryssa Amorim

(Foto: Roger Perisson)

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Em entrevista ao vivo na manhã desta segunda-feira (11), o pré-candidato ao governo do Estado, Otaviano Pivetta (PDT), declarou que Mato Grosso precisa de uma gestão inteligente e não que "gaste o dinheiro público". Pivetta que foi prefeito de Lucas do Rio Verde (a 360 km de Cuiabá) por 20 anos,  foi responsável por colocar o município entre os 10 melhores Índices de Desenvolvimento Humano do país. 

 

Pivetta disse que no município sempre trabalhou no mesmo modelo de gestão para transformar a cidade que não era bem sucedida como uma das melhores e "linda" de se viver hoje em dia. 

 

"Na minha gestão, trabalhamos muito para tornar a cidade que era vista como patinho feio entre as 10 melhores do Brasil. Então, fomos trabalhando na visão de melhorar a vida da população dando qualidade na educação e saúde. Assim, consequentemente, ela foi crescendo, pois as pessoas procuravam a cidade em busca de uma vida melhor", destacou Pivetta.

 

Como pré-candidato, ao ser questionado se caso conquiste uma vaga no governo de qual seria o "fôlego" para dar à população mato-grossense uma vida de qualidade, ele garante que o problema é a má gestão do governador atual Pedro Taques (PSDB). 

 

"O que Mato Grosso precisa é de um governo inteligente. É mentira quando se fala que o Estado não tem dinheiro. Mato Grosso tem dinheiro, a questão é a má qualidade da gestão. O governador precisa saber das prioridades da população e não dele. Se a causa é boa e fará bem as pessoas, então é boa para todo mundo e deve ser realizado mesmo, caso contrário, deve sentar e discutir sobre o assunto", disse o pré-candidato.

 

Como um dos mais ferrenhos opositor de Pedro Taques, o ex-prefeito não deixou de "alfinetar" o modo que o governador lidera Mato Grosso e faz campanha para as eleições. 

 

No último 24 de abril, Otaviano Pivetta, mais outros 30 políticos de Mato Grosso, muitos já tendo ocupado cargos no governo de Pedro Taques (PSDB), ou que apoiaram a campanha do tucano ao Senado da República e depois ao Palácio Paiaguás, divulgaram uma carta manifesto, explicando à população, os motivos pelos quais não apoiam a reeleição do governador.

 

Ao longo do documento de quatro páginas, os ex-aliados revelam o  sentimento de 'decepção' que hoje têm em relação à gestão Taques. Sentimentos de decepção e frustração que - de acordo com os ex-aliados do gestor tucano -, estão sendo compartilhados por milhares de mato-grossenses.

 

Para ele, um gestor inteligente deve perceber as potencialidades e saber mensurar os recurso elegendo as prioridades do Estado, fazendo assim economia e não gastando. 

 

"Governo inteligente, é um governo que consiga mobilizar  as contas do governo sem tanta covardia, trazendo apenas coisas boas para o Estado, esse é o dever de um governador. Agora, voando à jato todos os dias, gastando o dinheiro público para fazer politicagem, isso deve parar", relatou.

 

E argumentou ainda que a economia de Mato Grosso não é para fazer campanha de político realizando projetos grandes que só acaba iludindo à população. Segundo ele, Taques teria passado a maior parte de sua administração 'olhando no retrovisor' e culpando a gestão passada, sob o comando de Silval Barbosa, pela crise instalada no Estado.

 

"Governador tem que dar exemplo, tem que exugar servidores que não têm cargo no governo, tem que acabar com esses puxa saco. E outra, militar é para a segurança da população e não do governador. Precisamos mudar o jeito de governar", apontou.

 

Oposição de Taques

 

No último 24 de abril, Otaviano Pivetta, mais outros 30 políticos de Mato Grosso, muitos já tendo ocupado cargos no governo de Pedro Taques (PSDB), ou que apoiaram a campanha do tucano ao Senado da República e depois ao Palácio Paiaguás, divulgaram uma carta manifesto, explicando à população, os motivos pelos quais não apoiam a reeleição do governador.

 

Disposto a disputar a Governadoria do Estado, Pivetta não tem poupado críticas, algumas bem ácidad contra o governador tucano. Podendo abrir mão de sua candidatura apenas para a construção de uma dobradinha com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, caso o democrata resolva disputar o cargo, o que é quase certo, segundo os caciques do DEM.  

 


Fonte: Revista Única

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