Igreja Batista Getsemâni

Fux acata pedido da PGR e arquiva processo de caixa 2 contra Taques

Da Redação

(Foto: Reprodução/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, arquivou investigação contra o governador Pedro Taques (PSDB), por possível prática de caixa 2 durante as eleições de 2014. A denúncia consta na delação premiada do ex-secretário Pedro Nadaf. Fux acolheu o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) que considerou o caso sem provas materiais.

 

Em dezembro de 2016, Rodrigo Janot ainda na condição de procurador-geral da República já havia decidido não abrir nenhum procedimento de investigação contra o governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), sobre suposto caixa 2 em sua campanha para o Paiaguás, por entender que não haviam elementos suficientes para a instauração de um inquérito.

 

Taques também teve seu nome citado na delação feita pelo Giovani Guizardi, relativa à Operação Rêmora. E também, mais tarde, no depoimento à juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, dado pelo empresário Alan Malouf que, igualmente, apontou suposto caixa 2 em favor do atual governador. Guizardi teria repassado, como doação, R$ 300 mil e Alan Malouf haveria investido R$ 10 milhões.

 

Na ocasião, Janot em um trecho de sua decisão, diz que 'uma vez que os fatos narrados são manifestamente atípicos, pois o eventual delito de falsidade ideológíca ("caixa-dois") (CE, art. 350), não ultrapassou a fase de cogitação, então que fosse realizado o arquivamento do Termo de Declaração nº 45 (Anexo XLV) e documentação correlatada  (Fls. 1534 e 1538). No dia 29 de maio deste ano a análise foi acatada pelo ministro Luiz Fux.

 

A citação a Taques sobre suposto caixa 2 em sua disputa pela Governadoria do Estado - no STF -, está contida na delação de um dos membros do staff do ex-gestor estadual, Silval Barbosa (sem partido), Pedro Nadaf - homologada pelo ministro Luiz Fux. Que ainda determinou o desmembramento de algumas partes para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Ministério Público Estadual (MPE).

 

Na delação, Nadaf diz que em 2014, o empresário Alan Malouf o procurou para marcar uma reunião entre Taques e o governador da época, Silval Barbosa, na residência do empresário Alan Malouf. Mas que ficou decido em reunião posterior, que a doação de Barbosa a Taques seria de R$10 milhões. Mas o dinheiro só veio, ainda segundo o ex-secretário, após a vitória de Taques, quando então o  governador eleito declinou do recurso, mandando um recado para Silval que ele[Taques], não tinha mais interesse na  ajuda financeira. 

 

Taques, inclusive, chegou a confirmar a reunião com Silval em 2014, entretanto, por outros motivos. Na época, o gestor tucano teria dito que a reunião foi para falar de política. E garantiu, à imprensa, que nunca pediu doação ao ex-governador Silval Barbosa.


Fonte: Igreja Batista Getsemâni

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