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Terça-feira, 25 de Setembro de 2018, 09h:59 - IMPRIMIR | comentar (01)
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Presidente do Banco Central da Argentina renuncia

Luis Caputo tinha assumido o cargo há pouco mais de 3 meses. Greve geral contra governo Macri paralisa transportes e serviços na Argentina nesta terça.

Por G1

(Foto: Marcos Brindicci/Reuters)

 

O presidente do Banco Central da Argentina, Luis Caputo, renunciou ao cargo nesta terça-feira (25), citando motivos pessoais, mesmo dia em que acontece no país uma greve geral contra a política econômica do governo de Mauricio Macri, em meio às negociações de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

"Esta renúncia se deve a motivos pessoais, com a convicção de que o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) restabelecerá a confiança nas situações fiscal, financeira, monetária e cambial", diz o comunicado divulgado pelo BC.

 

Segundo o jornal Clarín, Guido Sandleris, o número 2 do Ministério da Fazenda, será o novo presidente do Banco Central.

 

Caputo foi ministro das Finanças do governo Macri e tinha assumido o cargo há pouco mais de 3 meses, em meio à disparada da inflação e da cotação do dólar no país.

 

Durante sua passsagem pelo comando BC da Argentina, a taxa de juros básicos do país foi elevada de 40% ao ano para 60% ao ano.

 

(Foto: Karina Almeida/G1)

grafico

 

 

Negociações com o FMI

 

A Argentina atravessa uma forte crise financeira e acertou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de US$ 50 bilhões, pelo qual o governo se compromete a reduzir seu déficit a 1,3% do Produto Interno Bruto em 2019.

 

A expectativa agora é que até sexta-feira haja o anúncio de um novo acordo financeiro com o FMI. Em entrevista para a Bloomberg TV na segunda-feira (24), Macri disse que o país estava perto de atingir um acordo final com o FMI, e que havia "chance zero" de que a Argentina daria calote em sua dívida externa no próximo ano.

 

A greve geral que acontece nesta terça, promovida pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), visa protestar contra os ajustes do governo em meio à crise que afeta o país pela desvalorização abrupta do peso argentino registrada desde o final de abril, a alta inflação (que deve superar 40% em 2018), e a queda da atividade econômica. Os líderes sindicais exigem reposição salarial e também rejeitam o acordo com o FMI.

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