Cuiabá, 21 de Setembro de 2019

COMPORTAMENTO
Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019, 14h:48

SEGUNDO PESQUISA

Soneca até duas vezes por semana pode reduzir o risco de infartos

Investigação publicada nesta segunda-feira (9) não relaciona, entretanto, estas reduções a cochilos muito longos e frequentes.

Por G1

(Foto: Alexander F. Yuan/AP/Arquivo)

O cochilo durante a tarde, uma ou duas vezes por semana, pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (9) pela revista "Heart".

Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram os hábitos de 3.462 suíços em um levantamento que monitorou os pacientes durante cinco anos.

Os participantes do estudo, com idades entre 35 e 75 anos, responderam a questionários sobre seus hábitos de descanso, que em alguns casos incluía a sesta.

O estudo associou a redução de 48% no risco de doenças cardiovasculares, como o infarto, a cochilos "ocasionais" de cinco minutos a uma hora, uma ou duas vezes por semana.

 

Dormir muito não é a solução

 

Os pesquisadores alertam, entretanto, que dormir demais pode ser um problema se aliado a maus hábitos de saúde.

Os maiores "cochiladores", identificados pelo estudo como aqueles que fazem a sesta entre três e sete dias na semana, são mais propensos às doenças cardiovasculares, pressão e colesterol altos.

Isso porque, de acordo com o estudo, este grupo tende a ser formado por homens mais velhos, fumantes e acima do peso.

Ainda, segundo a pesquisa, este grupo de risco apresenta maior índice de apneia – quando durante o ronco, a pessoa pode parar de respirar.

 

Riscos da apneia

 

Além do sono de má qualidade, a apneia também impacta o coração. Isso porque há queda da oxigenação do sangue, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Um coração trabalhando mais e com menos oxigênio é um grande estresse para o corpo e pode ser gatilho para doenças cardiovasculares como hipertensão, arritmia cardíaca, infarto e AVC.

A apneia também provoca a perda de produtividade, perda de qualidade de vida, cansaço, diminuição da concentração e memória, queda da libido e piora a diabetes.

(Foto: Karen Bleier/AFP/Arquivo)

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